E foi assim, em um ato inusitado de nós dois.
Plim! E você apareceu... dentre os passos mais serenos que podiam se ouvir.
No sonho, você defronte a mim... em pleno espaço atemporal.
Pois, nós somos assim.
Do combinado, ao realizado encontro no exato silêncio.
Nosso corpos não recaem na imensidão do esquecimento.
Tudo inexiste e tilinta em um ritmo frenético de encontro.
Vem, danças ti também...
Plim, plim, pli... ti-lin-ta...
Ti-linta.
Tilin-ta.
Plim...
Os sinos são os dedos que se tocam e iluminam os ouvidos a piar.
Voa, grande pássaro... embarca aqui...
Entrega-me na canção...
Rola-me... e passa aqui. Aqui, ali... frente a tudo que não se esvai...
Pshhhhhh...
Shhhh... uuuuuuuuuuu... o vento faz.
Balança-me em teu berço no encontro de eus.
Enfim, nós, aqui, novamente, de forma não displicente...
Encantamo-nos com nossos olhos.
Tilinta, no branco dos olhos teus...
E leva-me... em teus braços... enfim.
Fim.
Para um novo começar.
[inspiração após assistir Amor Além da Vida, com a hermana. "Agradeço por ter de encontrado aqui!". o escrito fala se um amor meu, já escrito e a espera do novo reconhecimento de nós dois.]
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A tua essência...
Ela ainda está aqui... impregnada em meus poros.
Parte tua ficou e dela também me alimento.
Parte tua ficou e dela também me alimento.
Mas, por vezes, a falta do cultivar ou o cultivo unilateral emudece.
Meus olhos.
Meus olhos.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
É manhã...
É cedo.
Acordo-me, viro-me para o lado e você não está.
De repente, com o vento suave que emana da paisagem da janela... sinto um bom aroma.
É canela.
Mas não vem de fora.
Entra pela porta do quarto.
Lentamente levanto-me, pois o acordar ainda está latente.
Ao arrumar a cama, dos lençóis que testemunham o nosso amor, um bilhete cai e chega ao chão:
"Refresque-se, amor..." - lá diz.
Seguindo o seu pedido, encaminho meus passos para um doce banho.
Passo pela cama, toco os lençóis... olho para o lado e vejo-me no nosso espelho.
Lá no fundo há refletida uma foto de nós dois...
O quarto emana a presença da nossa cumplicidade.
Abro a porta do banheiro e o perfume de verbena se faz presente... há luzes coloridas pelo espaço e velas perfumadas acesas.
Entro na banheira, banho-me...
Depois de certo tempo, finito o banhar-me, seco-me e visto-me...
Passo novamente pelo grande espelho e ajeito meus cabelos ainda úmidos e lá vejo outro bilhete:
"Venha até a sala, querida!"
Que faço eu? Sigo em frente tomada por amor.
Ao chegar o aroma de canela intensifica-se, mescla-se com o a essência do pão...
"Hmmm... que delícia" - penso e rio.
É manhã e a mesa está posta.
Flores, talheres, porta-pratos e velas.
Há quem diga que não há um quê de romantismo em velas pela manhã, mas não sinto assim.
Sinto-me amparada pelo inédito.
Mais alguns passos e vejo a porta da cozinha... mais outros passos e alcanço-a aberta.
Espero, chego, recosto a lateral do meu corpo no batente de madeira e te olho.
Lá está você, ainda de roupão, terminando de fatiar algumas frutas, já com o chá pronto...
"Uma pitada de anis, amor!"
E você pega a estrela-flor e mergulha-a no chá... o aroma de anis invade minh'alma.
Eu não resisto... aproximo-me e lhe proporciono um gostoso abraço... e com outro gostoso abraço correspondida sou.
Ficamos, ali, por alguns instantes e emociono-me. Meus olhos sorriem e uma lágrima de meus olhos verte.
"Eu amo você" - dizemos em coro, unidos, ao olhar um nos olhos do outro.
Saio correndo e busco a colcha verde do sofá e digo: "Verde, sorte para mim!"
Olho-te nos olhos e penso: "Eu já tenho você... não por posse, mas por opção!"
Ah...!
E as risadas fazem-se presentes.
"Sua danada, ganhou de mim" - você diz.
"Hmm... vamos saborear?" - propõe-me...
"E, há como recusar?" - respondo-lhe...
Subitamente, você me pega no colo, encaminhando-me à mesa e me acomoda na confortável cadeira de vime.
Senta-se, também, ao lado oposto, para poder olhar nos olhos meus.
E... passamos ali as horas, rindo, cantando, trocando confidências, conversando com nossos olhares os quais tanto falam sem nada dizer...
Alimentando-nos, enfim, de nosso amor ainda singelo bebê... mas que, é certo, já inicia a engatinhar...
Acordo-me, viro-me para o lado e você não está.
De repente, com o vento suave que emana da paisagem da janela... sinto um bom aroma.
É canela.
Mas não vem de fora.
Entra pela porta do quarto.
Lentamente levanto-me, pois o acordar ainda está latente.
Ao arrumar a cama, dos lençóis que testemunham o nosso amor, um bilhete cai e chega ao chão:
"Refresque-se, amor..." - lá diz.
Seguindo o seu pedido, encaminho meus passos para um doce banho.
Passo pela cama, toco os lençóis... olho para o lado e vejo-me no nosso espelho.
Lá no fundo há refletida uma foto de nós dois...
O quarto emana a presença da nossa cumplicidade.
Abro a porta do banheiro e o perfume de verbena se faz presente... há luzes coloridas pelo espaço e velas perfumadas acesas.
Entro na banheira, banho-me...
Depois de certo tempo, finito o banhar-me, seco-me e visto-me...
Passo novamente pelo grande espelho e ajeito meus cabelos ainda úmidos e lá vejo outro bilhete:
"Venha até a sala, querida!"
Que faço eu? Sigo em frente tomada por amor.
Ao chegar o aroma de canela intensifica-se, mescla-se com o a essência do pão...
"Hmmm... que delícia" - penso e rio.
É manhã e a mesa está posta.
Flores, talheres, porta-pratos e velas.
Há quem diga que não há um quê de romantismo em velas pela manhã, mas não sinto assim.
Sinto-me amparada pelo inédito.
Mais alguns passos e vejo a porta da cozinha... mais outros passos e alcanço-a aberta.
Espero, chego, recosto a lateral do meu corpo no batente de madeira e te olho.
Lá está você, ainda de roupão, terminando de fatiar algumas frutas, já com o chá pronto...
"Uma pitada de anis, amor!"
E você pega a estrela-flor e mergulha-a no chá... o aroma de anis invade minh'alma.
Eu não resisto... aproximo-me e lhe proporciono um gostoso abraço... e com outro gostoso abraço correspondida sou.
Ficamos, ali, por alguns instantes e emociono-me. Meus olhos sorriem e uma lágrima de meus olhos verte.
"Eu amo você" - dizemos em coro, unidos, ao olhar um nos olhos do outro.
Saio correndo e busco a colcha verde do sofá e digo: "Verde, sorte para mim!"
Olho-te nos olhos e penso: "Eu já tenho você... não por posse, mas por opção!"
Ah...!
E as risadas fazem-se presentes.
"Sua danada, ganhou de mim" - você diz.
"Hmm... vamos saborear?" - propõe-me...
"E, há como recusar?" - respondo-lhe...
Subitamente, você me pega no colo, encaminhando-me à mesa e me acomoda na confortável cadeira de vime.
Senta-se, também, ao lado oposto, para poder olhar nos olhos meus.
E... passamos ali as horas, rindo, cantando, trocando confidências, conversando com nossos olhares os quais tanto falam sem nada dizer...
Alimentando-nos, enfim, de nosso amor ainda singelo bebê... mas que, é certo, já inicia a engatinhar...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Das pedras negras e brancas.
A lua paira lá no céu, no centro. Altiva e gritante: "eu ilumino, eu ilumino".
E nós abaixo. Sem nenhum questionamento pontual.
Não há: "porque não estamos acima da lua?".
Aceitamos o nosso lugar.
Neste momento, em plena Rua XV - repleta de amarelo - chamas-me para dançar.
O simples pousar de mãos ao ar, com a palma virada para cima, uma leve inclinação do tronco frente a mim... move-me em tua direção.
É como uma ímã... atração pela onda sonora que não se esvai pelo universo.
É tom que permanece. Afina-se em harmonia do encontro.
Minha mão em tom suave toca a tua. No topo, pois assim comandantes.
Ela é recebida com aprazo e com a firmeza ideal que me faz sentir mais perene.
Teu outro braço encontra a lateral do meu tronco e tu acomodas lentamente tuas mãos em meio às minhas costas.
Em um instante gentio sorrio-te. Não como as danças originais à lua. Apenas as bordas dos meus lábios projetam-se ao lado e acima proporcionalmente e ritmamente ao teu toque.
Aos sons encomendados da noite, em leve pressão, com meu corpo firme, mas flexível à vontade tua... levas-me para trás. TUM.
Apesar do salto dos sapatos meus nos petit-pavé - que se entrelaçam em sonhos e histórias - o chão parece transcrito de nuvens. TUM.
Dali já se faz um passo, meio do compasso quaternário. Desse ritmo que invade, pulsa e parece igualar-se às batidas do meu peito em encontro ao teu.
TUM e TUM.
TUM e TUM.
"Bolero, meu bem!".
"Compreendo, sinto e reajo - meu amor - ao teu tom".
E em um suave conduzir de um giro, todos os ventos trazem-me o perfume suave das tagetes laranjas que iluminam minha terra.
TUM.
Os ventos passam e levam-me a encostar meu rosto no teu... giro completo, passar de mãos firmes em busca do início
e TUM.
Em ti, novamente.
A suave canção retorna. Mais dez passos, que comprazem com o meio da canção que se apresenta.
Tem mais três. GIRO.
Com mais sete: SETE. GIRO. Tum... tum... tum...
Mas de se pensar que há um fim, existe o começo...
De mãos dadas, entre o alumiar amarelo e as negras e brancas pedras do chão... andamos em sentido ao encontro da próxima esquina que possa receber nossos passos.
Unidos, ritmados e em busca, porque não, do contra-ritmo, para a escrita do que é incomum.
E nós abaixo. Sem nenhum questionamento pontual.
Não há: "porque não estamos acima da lua?".
Aceitamos o nosso lugar.
Neste momento, em plena Rua XV - repleta de amarelo - chamas-me para dançar.
O simples pousar de mãos ao ar, com a palma virada para cima, uma leve inclinação do tronco frente a mim... move-me em tua direção.
É como uma ímã... atração pela onda sonora que não se esvai pelo universo.
É tom que permanece. Afina-se em harmonia do encontro.
Minha mão em tom suave toca a tua. No topo, pois assim comandantes.
Ela é recebida com aprazo e com a firmeza ideal que me faz sentir mais perene.
Teu outro braço encontra a lateral do meu tronco e tu acomodas lentamente tuas mãos em meio às minhas costas.
Em um instante gentio sorrio-te. Não como as danças originais à lua. Apenas as bordas dos meus lábios projetam-se ao lado e acima proporcionalmente e ritmamente ao teu toque.
Aos sons encomendados da noite, em leve pressão, com meu corpo firme, mas flexível à vontade tua... levas-me para trás. TUM.
Apesar do salto dos sapatos meus nos petit-pavé - que se entrelaçam em sonhos e histórias - o chão parece transcrito de nuvens. TUM.
Dali já se faz um passo, meio do compasso quaternário. Desse ritmo que invade, pulsa e parece igualar-se às batidas do meu peito em encontro ao teu.
TUM e TUM.
TUM e TUM.
"Bolero, meu bem!".
"Compreendo, sinto e reajo - meu amor - ao teu tom".
E em um suave conduzir de um giro, todos os ventos trazem-me o perfume suave das tagetes laranjas que iluminam minha terra.
TUM.
Os ventos passam e levam-me a encostar meu rosto no teu... giro completo, passar de mãos firmes em busca do início
e TUM.
Em ti, novamente.
A suave canção retorna. Mais dez passos, que comprazem com o meio da canção que se apresenta.
Tem mais três. GIRO.
Com mais sete: SETE. GIRO. Tum... tum... tum...
Tu... tu tum... tu tum... tu tum...
Tu... tu tum... tu tum...
Tu... tu tum...
Os nossos corpos se acalmam... os compassos dão indício do fim. A música se completa, o enredo se afina, os acordes dizem a Deus!
Mas de se pensar que há um fim, existe o começo...
De mãos dadas, entre o alumiar amarelo e as negras e brancas pedras do chão... andamos em sentido ao encontro da próxima esquina que possa receber nossos passos.
Unidos, ritmados e em busca, porque não, do contra-ritmo, para a escrita do que é incomum.
domingo, 29 de novembro de 2009
Quando está tarde...
É bom quando chego em casa, cansada do dia inteiro...
Meu corpo em um estado latente de lentidão... a mente a ponto de voar...E tu estás aqui, ao meu lado... e em ti posso, enfim, me reconfortar.
Tuas mãos firmes tocam meu corpo sutil, que está quase em sentido de adeus.
E tu me encostas nas tuas costas ou no teu peito.E, ao relento, fazes meus pensamentos voar.
O afago nos meus cabelos e minha nuca me encaminham mais além.
É o instante no qual sinto que, realmente, segura eu estou.
Meus olhos se fecham e vão.
Nestes momentos tenho sonhos bons...
Tu pegas meu corpo afadigado... e num gesto de amor e cuidado deita-me na cama,
pois, "rede não é lugar de dormir, meu bem".E sinto tuas mãos tirando meus sapatos.
"Querida, vou te trocar... mas pode continuar a dormir, tá?" - ouço... lá no fundo...
E assim sei que das roupas duras e poucos gentis do trabalho, tu vestes-me de seda.
Tecido com toque singelo... macio e gelado... e assim eu me vou.
Então, com todo cuidado, tu que estavas pronto a esperar-me em casa, deitas-te ao meu lado...Abraças-me, proteges-me... e sei que posso voar por aí, pois nada de mau vai me acontecer.
E as horas passam... e tenho a sensação de que este momento poderia ser eterno.
Ou pontualmente único, o qual se repetisse indefinidamente.
O teu cheiro me afaga...
O teu jeito me apraza.
E, dali, saio eu, inteira...
Repleta de um novo dia, cheia de energia de ti...
A espera de uma nova noite... que no encontro eu possa, também, te afagar.
Meu corpo em um estado latente de lentidão... a mente a ponto de voar...E tu estás aqui, ao meu lado... e em ti posso, enfim, me reconfortar.
Tuas mãos firmes tocam meu corpo sutil, que está quase em sentido de adeus.
E tu me encostas nas tuas costas ou no teu peito.E, ao relento, fazes meus pensamentos voar.
O afago nos meus cabelos e minha nuca me encaminham mais além.
É o instante no qual sinto que, realmente, segura eu estou.
Meus olhos se fecham e vão.
Nestes momentos tenho sonhos bons...
Tu pegas meu corpo afadigado... e num gesto de amor e cuidado deita-me na cama,
pois, "rede não é lugar de dormir, meu bem".E sinto tuas mãos tirando meus sapatos.
"Querida, vou te trocar... mas pode continuar a dormir, tá?" - ouço... lá no fundo...
E assim sei que das roupas duras e poucos gentis do trabalho, tu vestes-me de seda.
Tecido com toque singelo... macio e gelado... e assim eu me vou.
Então, com todo cuidado, tu que estavas pronto a esperar-me em casa, deitas-te ao meu lado...Abraças-me, proteges-me... e sei que posso voar por aí, pois nada de mau vai me acontecer.
E as horas passam... e tenho a sensação de que este momento poderia ser eterno.
Ou pontualmente único, o qual se repetisse indefinidamente.
O teu cheiro me afaga...
O teu jeito me apraza.
E, dali, saio eu, inteira...
Repleta de um novo dia, cheia de energia de ti...
A espera de uma nova noite... que no encontro eu possa, também, te afagar.
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