segunda-feira, 9 de março de 2015
Tudo que eu ainda não disse.
Estou gostando de você. Mais do que intuía. Gosto quando você me liga para falar de assuntos importantes seus. Sinto-me importante, assim. Gosto quando me chama para falar de assuntos bobos. Sinto-me boba junto com você. E isto é bom. Tenho falado muito sobre ti. E tenho vontade de dividir coisas contigo. Lembro-me de coisas as quais me disse e tenho vontade de dizer que, sim, eu também sou assim... uma romântica incorrigível. No que tange ao olhar, a projeção que faço dos relacionamentos, o ato de estar constantemente com o olhar sobre a beleza que tudo possui. Tenho vontade de me trazer à tona para ti. Para que descubra e experiencie este meu olhar e sinta que o mundo é infinitamente belo. Que há pessoas como nós. Que há como construir o que desejamos. Trazer amigos à tona, também. Meus e seus, intercalar, inter-relacionar nossos mundos. Tudo para que você se sinta efetivamente acolhido, querido. E eu também me sinta integrada a um projeto maior. Você é raridade que me faz bem. Raridade que eu desejo junto a mim, ao meu corpo, a minha alma. Almejo poder te acolher com aqueles colos gostosos, plenos de carinhos e afagos. Desejo que faça sua casa em mim. Quero fazer minha casa em ti. E que nos frequentemos por mais tempo, por mais vezes, com mais constância. Vontade de lhe dizer que, sim, desejo ser amada intensamente. Quem não deseja? Mas, não sei que caminho seguir... pois não quero te assustar (ainda mais). Ainda preciso aprender a viver o presente de forma calma, deixar o tempo falar... o espaço existir, pois tudo é ritmo e contrarritmo. Eu sinto isto e disto eu sei. Deixar com que se aproprie de mim aos poucos. Não como posse, pois sou minha, só minha. Porém, posso estar com você. E de forma mais constante, integrada, de um pleno jeito, um jeito rico. Rico em amor, amor romântico, amor de mulher, amor de amiga, amor de parceira para caminhar, amor para aventuras internas e externas, amor para sufoco e amor para o sossego. Mas há este ponto que ainda me prende... você não me vê e ainda esta à procura de outro alguém. E eu sinto que já te encontrei, pois você não preenche meus silêncios com perguntas, você os sente, compreende-os, absorve-os. E sabe que ainda por aqui estou, mesmo nos entremeios das palavras.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Calo tudo que grita.
Está tudo parado aqui.
E ao mesmo tempo tilinta.
Hoje ouvi sua voz.
Uma saudade imensa me atingiu.
Agora não sei onde ficar.
Você já é tão imenso em mim.
Deitada encolhi-me.
Como se quisesse só estar ali.
Na sua imensidão.
Não sei lhe interpretar.
Não sei me interpretar quando você está.
Confundo-me em mim.
E então calo tudo que grita.
Para não lhe assustar.
Para não me assustar.
Respiro fundo, retomo a rota.
Reergo-me, enfim.
E ao mesmo tempo tilinta.
Hoje ouvi sua voz.
Uma saudade imensa me atingiu.
Agora não sei onde ficar.
Você já é tão imenso em mim.
Deitada encolhi-me.
Como se quisesse só estar ali.
Na sua imensidão.
Não sei lhe interpretar.
Não sei me interpretar quando você está.
Confundo-me em mim.
E então calo tudo que grita.
Para não lhe assustar.
Para não me assustar.
Respiro fundo, retomo a rota.
Reergo-me, enfim.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Im.
E agora sei que ficarás em minha memória.
Naquele saber de amores que poderiam ser vividos.
Faço todo o quadro de nossa existência.
Pinto-o com pigmentos feitos à mão.
O pó que poderia colorir nossos dias.
A liga, que, em vão se esvaiu.
Queria que pudésseis ver aqui dentro.
E quantas cenas eu posso criar.
Para um nós que queria ter existido.
Queria, por si só.
Independente do que é a verdade real.
Levaria-te em sonho,
já que não há mais um porvir.
Encanto-te assim, nos pensamentos meus.
Matéria viva, matéria-prima eu sou.
Matéria-prima de amor a ser interposta.
Aqui, inerte, enfim. Uma vez mais.
Vão.
Vãos na tela que me fazem.
Rasgos não preenchidos em cor.
E a tela branca que insiste em ser
Tão plena, que cega.
Cega.
Cega possibilidade.
Cega, plena, branca, im.
Naquele saber de amores que poderiam ser vividos.
Faço todo o quadro de nossa existência.
Pinto-o com pigmentos feitos à mão.
O pó que poderia colorir nossos dias.
A liga, que, em vão se esvaiu.
Queria que pudésseis ver aqui dentro.
E quantas cenas eu posso criar.
Para um nós que queria ter existido.
Queria, por si só.
Independente do que é a verdade real.
Levaria-te em sonho,
já que não há mais um porvir.
Encanto-te assim, nos pensamentos meus.
Matéria viva, matéria-prima eu sou.
Matéria-prima de amor a ser interposta.
Aqui, inerte, enfim. Uma vez mais.
Vão.
Vãos na tela que me fazem.
Rasgos não preenchidos em cor.
E a tela branca que insiste em ser
Tão plena, que cega.
Cega.
Cega possibilidade.
Cega, plena, branca, im.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Frio
E, então, eu te encontrei. De forma comum, não tão inusitada.
E você respondeu aos meus questionamentos com o mesmo ritmo. E fez, por vezes,
com que eu parasse e repensasse. Assustou-me um pouco. E de tão solitário e raro quanto eu, formamos dois. Você despiu minha
alma pela possibilidade de encontrar um afim. Agora reflito e vejo que ainda
repousará a vontade por tudo que poderia ser, pois a possibilidade de navegar
pelo teu ser ainda me apetece. Cheguei até pensar em dizer que não me
importaria se não fossemos dois novamente. Mas... você me feriu. E que tipo de intimidade pode ser um erro? Ser íntimo é bom, sinônimo de liberdade. A liberdade de
querer o outro como se é. Recolho-me em mim ao pensar em você. Estou exposta e com frio agora. E quando
pensei que a mim acolheria, mais frio senti... sozinha perante a realidade dos
sonhos meus. E, por fim, sem ti fico.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Já que nós somos esferas...
De vez em quando retorno a ti.
Despejo meus pensamentos no teu olhar.
Pergunto-me por onde tu andas.
Chavões das relações.
Daqueles que não aconteceram, portanto.
Pois, se diferente fosse, ligar-te-ia,
enfim.
Por vezes fico a pensar o que pensas tu de
mim.
Mesmo isto não sendo minha
responsabilidade.
Esconder-me-ia para eu fosse um trunfo só
seu?
Objeto de sorte? Aporte necessário? Cais
de ilha deserta?
Quem sou eu em meio a ti e tua aldeia?
Quem permeia tuas relações de mim sabe?
O que falastes a outro alguém?
Desejaria saber, se pudesse, é claro.
Quem sabe quando do seu retorno, não é?
Então, dir-me-ia aquilo que desejo tão
ardentemente na memória saber!
Já não és fogo aqui, mas estás nas
lembranças dos momentos em que me encosto em um batente qualquer.
Jogar-te-ia longe se pudesse, pois rondas
de alguma maneira.
Ou de maneira alguma.
Talvez seja só uma figura.
Figura de linguagem a qual eu me apeguei.
Figura que transpassa os momentos nos
quais só estou.
Na louca busca de mim.
Pois este é o eterno caminhar.
A busca longe que te leva perto.
Chegas perto.
Voltas em mim.
Pousas aqui.
Constante e eterno porvir.
Assinar:
Postagens (Atom)