quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Visions of Mi


Em muitos momentos me encontro assim no carro. Despojo-me da devida atenção ao volante de maneira um pouco displicente e recosto meu braço esquerdo no vidro da janela. Coisas que só eu sei que faço.

Naqueles meros segundos que tradicionalmente são vividos em sinais de tráfego vermelho eu me ponho a pensar e sonhar. Por vezes o passado invade meus pensamentos e passo a conversar com os personagens que fizeram parte da minha vida. Por outras projeto pensamentos em um futuro por muitas vezes longínquo sem trégua.

Há voltas que me pego a pensar se um outro alguém olharia e me perguntaria "está tudo bem com você?".

[...]. Sereia do mar. É nítida a sensação do encanto obtido que sempre morre em mim. [...].

Recosto-me, assim, em um ato de preguiça e entrega. [...]

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Next


Cena que ficou na memória no filme Next. Aliás, amei o filme!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

1,2,3...

Aqui lembro-me muito de ti.

Inicialmente me toma o movimento de nostalgia e hora de revisitar: lembrança da casa dos meus avós e tia. O pensamento voa... O chão batido me encanta os olhos e preenche-me com as lembranças do que um dia foi. Outras pessoas me passam a mente, mas nenhuma se encaixa perfeitamente aqui a não ser ti.

Meu olhar de cumplicidade se revela. E por um instante é como se eu pudesse tocar o seu rosto e sua mão. Parece que cantamos e bailamos juntos em um sonho de dia que transfigura certa presença do luar.

Nem o tilintar das vozes de outros ao meu redor dispersam-me da sua imagem.

A conexão intrínseca do amor de faz. Parece-me que sua face combina com minha visão. É como se eu pudesse contorná-lo e torná-lo real, enfim. Troque teu olhar com o meu. Ouve a música?

Beija-me aqui na face!

Há o momento inato em que me desarmo, em que minha nudez vestida se entrega a ti e lanço-me sem a cogitação de me doar ou não a, enfim, ser encantada pelo infinito do seu olhar. Vejo-me na convergência dos raios. Naquele ponto no qual não me dissocio do que é você. E, por vezes, isto me intriga. E, por outras, isto me compraz.

Em um ímpeto de criança impulsiono-me do ato de apertar seu nariz: "blim-blom..." e... ah... o sonho se desfaz.

Cadê você? Hmmm... já entendi... é... pique-esconde! Assim... conto de 1 a 100 e retravo a percorrer as possibilidades de lugares a te encontrar... os quais vão desde os cantinhos das minhas memórias aos lugares, curvas e cortinas nas quais tem as múltiplas possibilidades de vida.

, 1,2,3...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Retrato do Imaginário Real - I



Lá estava ela, altiva, grávida, linda. Um passeio no shopping mall. Ficou em minha memória. Certamente esta é minha realidade emprestada da sua real face e corpo. Seu cabelo era louro, talvez um pouco mais liso e curto. Meio despontado. A roupa negra percorria o corpo e parecia esvoaçar ao caminhar. Delicada, presente. Com muito cultivo a fazer. E agindo no estado de graça de carregar um ser dentro de si.

Agradeço a Helena Colliny por ter me inspirado a começar a desenhar novamente.
É ato simples, mas é meu ato de ver o mundo... de revelar meu imaginário e meus carinhos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011