Would you save the last dance for me?
Gosto da dança, principalmente no que toca a cumplicidade. É um ir e vir constante... do qual, também, depende o espaço entre si. Invasão e recuo. Reciprocidade e opostos. O corpo vai e vem e se parece cair no vazio logo chega a mão, o joelho ou o pé para dar a certeza de que o outro ali está. A surpresa dispersa e enobrece.
Gosto de ter a presença do outro e o anteparo. Paro? Não, continuo... e com resposta ao ínfimo estímulo dele. Pêndulo, balança que se complementa.
Surpreendo a responder a sua intenção. É como a ligação entre os seres avatares. Conexão em um só bloco que se contorce e retorce. Lentidão, interpretação sem nulidade. Não há o nulo... há o tudo.
A dança enobrece a alma e mobiliza o corpo e a mente. Meus reflexos são mais pontuais e precisos... Respiração, expiração, inspiração. Ação conjunta, latente e demente que desconstrói o renomado compasso do que ouço.
É pele e pelo. Um cheiro que passa e a lembrança que retorno.
A dança nos transporta os primórdios. Arte da seducão implícita e pouco explícita - se assim se desejar.
Corpos que vem e vão, invasão a aura da segurança, couraça, camada que incutimos a nós. Permissão contínua de entrada e desenvolvimento de tenacidade.
Idade.
Quesito de última dança.
Respiro ritmado.
Arte que se permeia no que se tem.
Ato ilícito.
Ato empírico.
Conectividade extrassensorial.