A aventura de estar em meio ao nada me fascina. E captar o ar que dele vem.
Sei que esta cidade não está em seu estado natural. As luzes amareladas na Rua XV, que lhe proporcionavam um ar provinciano, europeu, aconchegante, foi invadido por uma luz fria.
Aquele branco é estridente aos meu olhos, causando-me quase um ar de estranheza da minha Curitiba. Quase não reconheço mais a Rua que por tanto tempo passei.
Mas, talvez a luz fria, imposta para evidenciar a o quesito preocupacional de segurança, traga à tona a real cor daqueles prédios monumentalmente históricos do Centro e, assim, eu possa retratar o que é mais real, como de dia.
Sim, a luz do Sol é fria. Sim, de dia tudo é real.
Ah, minhas praças também me encantam. Um dia delas falarei. E sei que, contudo, em algumas o amarelo permanece.
Em certas... existe o real, em outras o imaginário...
E deles pode-se conceber o sonho.
Enfim, uma pitada de loucura.
E com isso lhe proponho a mistura perfeita.
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foto Themis Salem, em 2008, Rua XV.