quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

La mia rosa!

Ela tem um quê que transpõe o ínfimo ato do viver humano.
Seus gestos são delicados, diamantes que convertem imagens em amor.
Seu calor transcende distâncias e um singelo gesto proporciona o transbordar do mais puro sentimento de união entre os homens.
Ela é imensa, pequena, pontual e expansiva.
Uma de suas asas protege os seus e a outra voa.
Mas, há equilíbrio em seu caminhar.
Quem mira esta menina, de pouco a pouco se fascina.
Pois ela nos embala na magia do agradecer, nos momentos feitos de pequenos atos de felicidade.
Suas mãos são delicadas e seus movimentos precisos.
Mulher nobre, que cintila... afável viver o qual demonstra.
Afável ser, ela assim é.
Dignifica-me, minha pequena, a sua existência. E me comprazem os laços que nos unem.
Guardo-te, aqui, querida... em cada lugar escondido da minha mente e coração.
Você, veramente, aprendeu o que a raposa ensina*.
Sendo assim, almejo e lampejo em bom tom: que tu sejas presente, porquanto tu és eterna!
Amo-Tha, na mais pura acepção transcendente da palavra!

*La volpe ensegna così:
"Ecco il mio segreto. È molto semplice: si vede bene solo col cuore. L'essenziale è invisibile agli occhi. [...] È il tempo che hai perduto per la tua rosa ha fatto siche la tua rosa sia importante. [...] Gli uomini hanno dimenticato questa verità. Ma tu non la devi dimenticare. Tu diventi responsabile per sempre di quello che hai addomesticato. Tu sei responsabile della tua rosa..."
Noi siamo fiori, bella!
E tu sei la mia rosa, mia sorella, mi hermana.
Io ti voglio bene!
Ed Io mi sento piena di amore quando penso a te!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Recortes...

E foi assim, em um ato inusitado de nós dois.
Plim! E você apareceu... dentre os passos mais serenos que podiam se ouvir.

No sonho, você defronte a mim... em pleno espaço atemporal.
Pois, nós somos assim.

Do combinado, ao realizado encontro no exato silêncio.
Nosso corpos não recaem na imensidão do esquecimento.

Tudo inexiste e tilinta em um ritmo frenético de encontro.

Vem, danças ti também...
Plim, plim, pli... ti-lin-ta...
Ti-linta.
Tilin-ta.

Plim...

Os sinos são os dedos que se tocam e iluminam os ouvidos a piar.
Voa, grande pássaro... embarca aqui...

Entrega-me na canção...
Rola-me... e passa aqui. Aqui, ali... frente a tudo que não se esvai...

Pshhhhhh...

Shhhh... uuuuuuuuuuu... o vento faz.

Balança-me em teu berço no encontro de eus.

Enfim, nós, aqui, novamente, de forma não displicente...
Encantamo-nos com nossos olhos.

Tilinta, no branco dos olhos teus...
E leva-me... em teus braços... enfim.

Fim.















Para um novo começar.


[inspiração após assistir Amor Além da Vida, com a hermana. "Agradeço por ter de encontrado aqui!". o escrito fala se um amor meu, já escrito e a espera do novo reconhecimento de nós dois.]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A tua essência...

Ela ainda está aqui... impregnada em meus poros.
Parte tua ficou e dela também me alimento.

Mas, por vezes, a falta do cultivar ou o cultivo unilateral emudece.

Meus olhos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

É manhã...

É cedo.
Acordo-me, viro-me para o lado e você não está.
De repente, com o vento suave que emana da paisagem da janela... sinto um bom aroma.
É canela.
Mas não vem de fora.
Entra pela porta do quarto.
Lentamente levanto-me, pois o acordar ainda está latente.
Ao arrumar a cama, dos lençóis que testemunham o nosso amor, um bilhete cai e chega ao chão:
"Refresque-se, amor..." - lá diz.

Seguindo o seu pedido, encaminho meus passos para um doce banho.
Passo pela cama, toco os lençóis... olho para o lado e vejo-me no nosso espelho.
Lá no fundo há refletida uma foto de nós dois...
O quarto emana a presença da nossa cumplicidade.
Abro a porta do banheiro e o perfume de verbena se faz presente... há luzes coloridas pelo espaço e velas perfumadas acesas.
Entro na banheira, banho-me...
Depois de certo tempo, finito o banhar-me, seco-me e visto-me...
Passo novamente pelo grande espelho e ajeito meus cabelos ainda úmidos e lá vejo outro bilhete:
"Venha até a sala, querida!"
Que faço eu? Sigo em frente tomada por amor.
Ao chegar o aroma de canela intensifica-se, mescla-se com o a essência do pão...

"Hmmm... que delícia" - penso e rio.
É manhã e a mesa está posta.
Flores, talheres, porta-pratos e velas.
Há quem diga que não há um quê de romantismo em velas pela manhã, mas não sinto assim.
Sinto-me amparada pelo inédito.
Mais alguns passos e vejo a porta da cozinha... mais outros passos e alcanço-a aberta.
Espero, chego, recosto a lateral do meu corpo no batente de madeira e te olho.
Lá está você, ainda de roupão, terminando de fatiar algumas frutas, já com o chá pronto...
"Uma pitada de anis, amor!"
E você pega a estrela-flor e mergulha-a no chá... o aroma de anis invade minh'alma.
Eu não resisto... aproximo-me e lhe proporciono um gostoso abraço... e com outro gostoso abraço correspondida sou.
Ficamos, ali, por alguns instantes e emociono-me. Meus olhos sorriem e uma lágrima de meus olhos verte.
"Eu amo você" - dizemos em coro, unidos, ao olhar um nos olhos do outro.

Saio correndo e busco a colcha verde do sofá e digo: "Verde, sorte para mim!"
Olho-te nos olhos e penso: "Eu já tenho você... não por posse, mas por opção!"
Ah...!
E as risadas fazem-se presentes.
"Sua danada, ganhou de mim" - você diz.
"Hmm... vamos saborear?" - propõe-me...
"E, há como recusar?" - respondo-lhe...
Subitamente, você me pega no colo, encaminhando-me à mesa e me acomoda na confortável cadeira de vime.
Senta-se, também, ao lado oposto, para poder olhar nos olhos meus.
E... passamos ali as horas, rindo, cantando, trocando confidências, conversando com nossos olhares os quais tanto falam sem nada dizer...
Alimentando-nos, enfim, de nosso amor ainda singelo bebê... mas que, é certo, já inicia a engatinhar...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Das pedras negras e brancas.

A lua paira lá no céu, no centro. Altiva e gritante: "eu ilumino, eu ilumino".
E nós abaixo. Sem nenhum questionamento pontual.
Não há: "porque não estamos acima da lua?".
Aceitamos o nosso lugar.

Neste momento, em plena Rua XV - repleta de amarelo - chamas-me para dançar.

O simples pousar de mãos ao ar, com a palma virada para cima, uma leve inclinação do tronco frente a mim... move-me em tua direção.


É como uma ímã... atração pela onda sonora que não se esvai pelo universo.

É tom que permanece. Afina-se em harmonia do encontro.

Minha mão em tom suave toca a tua. No topo, pois assim comandantes.

Ela é recebida com aprazo e com a firmeza ideal que me faz sentir mais perene.

Teu outro braço encontra a lateral do meu tronco e tu acomodas lentamente tuas mãos em meio às minhas costas.
Em um instante gentio sorrio-te. Não como as danças originais à lua. Apenas as bordas dos meus lábios projetam-se ao lado e acima proporcionalmente e ritmamente ao teu toque.

Aos sons encomendados da noite, em leve pressão, com meu corpo firme, mas flexível à vontade tua... levas-me para trás. TUM.

Apesar do salto dos sapatos meus nos petit-pavé - que se entrelaçam em sonhos e histórias - o chão parece transcrito de nuvens. TUM.

Dali já se faz um passo, meio do compasso quaternário. Desse ritmo que invade, pulsa e parece igualar-se às batidas do meu peito em encontro ao teu.

TUM e TUM.

TUM e TUM.

"Bolero, meu bem!".
"Compreendo, sinto e reajo - meu amor - ao teu tom".

E
em um suave conduzir de um giro, todos os ventos trazem-me o perfume suave das tagetes laranjas que iluminam minha terra.

TUM.

Os ventos passam e levam-me a encostar meu rosto no teu... giro completo, passar de mãos firmes em busca do início


e TUM.

Em ti, novamente.

A suave canção retorna. Mais dez passos, que comprazem com o meio da canção que se apresenta.

Tem mais três. GIRO.

Com mais sete: SETE. GIRO. Tum... tum... tum...


Tu... tu tum... tu tum... tu tum...
Tu... tu tum... tu tum...
Tu... tu tum...

Os nossos corpos se acalmam... os compassos dão indício do fim. A música se completa, o enredo se afina, os acordes dizem a Deus!

E em um passo conciso, muito gentil e levemente performático nossa dança se acaba.

Mas de se pensar que há um fim, existe o começo...

De mãos dadas, entre o alumiar amarelo e as negras e brancas pedras do chão... andamos em sentido ao encontro da próxima esquina que possa receber nossos passos.

Unidos, ritmados e em busca, porque não, do contra-ritmo, para a escrita do que é incomum.

domingo, 29 de novembro de 2009

Quando está tarde...

É bom quando chego em casa, cansada do dia inteiro...
Meu corpo em um estado latente de lentidão... a mente a ponto de voar...
E tu estás aqui, ao meu lado... e em ti posso, enfim, me reconfortar.

Tuas mãos firmes tocam meu corpo sutil, que está quase em sentido de adeus.

E tu me encostas nas tuas costas ou no teu peito.
E, ao relento, fazes meus pensamentos voar.

O afago nos meus cabelos e minha nuca me encaminham mais além.
É o instante no qual sinto que, realmente, segura eu estou.
Meus olhos se fecham e vão.

Nestes momentos tenho sonhos bons...

Tu pegas meu corpo afadigado... e num gesto de amor e cuidado deita-me na cama,
p
ois, "rede não é lugar de dormir, meu bem".
E sinto tuas mãos tirando meus sapatos.

"Querida, vou te trocar... mas pode continuar a dormir, tá?" - ouço... lá no fundo...
E assim sei que das roupas duras e poucos gentis do trabalho, tu vestes-me de seda.
Tecido com toque singelo... macio e gelado... e assim eu me vou.

Então, com todo cuidado, tu que estavas pronto a esperar-me em casa, deitas-te ao meu lado...
Abraças-me, proteges-me... e sei que posso voar por aí, pois nada de mau vai me acontecer.

E as horas passam... e tenho a sensação de que este momento poderia ser eterno.
Ou pontualmente único, o qual se repetisse indefinidamente.

O teu cheiro me afaga...
O teu jeito me apraza.

E, dali, saio eu, inteira...
Repleta de um novo dia, cheia de energia de ti...
A espera de uma nova noite... que no encontro eu possa, também, te afagar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Outro querer...

Um dia você me falou que desistiria de sua voz se fosse para ter-me junto a ti.
E eu acreditei.

Plenamente repleta de amor, entreguei-me.
Mas o tempo, o mais puro e cruel das injúrias me afastou de ti.

Não só o tempo, mas a distância física fez o nós se tornar em um.
Um único indivíduo, ser indivisível, E só.

Somente aquela alma, sem complemento nem tormento.
Uma calmaria, a qual, na verdade, nada de calma tem. Pois ficou o vazio.

O ato de rolar na cama e não bater mais em ti me estranha.
Teus pés se foram para outro alguém e permaneceram os meus ali.

Frios... que frio sinto sem teu cheiro. Mas o que creio, então?
Crio uma vida que se emaranha em pensamentos e em teu peito.

O físico ato de tocar a tua pele já não é mais meu!
Será de mais alguém?

Que faço frente ao ato desatado de querer a ti?
Enfio-me em meus braços e desato no desatino de atar-te aos pensamentos meus.

Meus, ateus, não creio mais!
Liberta-me ou ata-me, então!

Decida! Reflita, mas não fala nada em vão.
Só me deixe partir, se teu ser assim pedires.

Dize-me, vai, vai... procurar outro querer!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Complacentes...

Eu penso em ti...
E penso muitas coisas boas.

Acredito que é algo o qual, até, transcende o sensorial, mas se inicia a partir dele.

Meus lábios tocam tuas sobrancelhas... e neste instante posso sentir teu cheiro e me lembro dos momentos que não tive junto a ti.
Meus cílios curvam-se lentamente para o céu quando tu me beijas no pescoço e meus poros abrem-se lentamente ávidos por ar...
Ar pleno da energia do encontro de duas almas...

Meus pés tocam os teus e assim sinto-me segura, perene, constantemente inconstante.

Tu me fitas com teus olhos negros e dos meus, verdes, emane uma lágrima que salga meus lábios, enfim.
Um sal que tem a pitada ideal para um sabor pitoresco, singelo e silvestre... a falar que é testemunha de um momento único de sensações...

Tua pele é macia e acaricia a minha com um toque suave e constante nas bochechas.

Beijo-te na ponta do nariz... ouço tua risada.
Toco teus pés e novamente tu ris...
É rico o momento em que tu me olhas e sentes como eu sou.

Não há competição, há complacência.

Os teus dedos se entrelaçam aos meus em um toque suave e firme que me leva aos mais altos graus de certeza de felicidade.


Tu inspiras, eu expiro no teu contra-ritmo e nossos pulmões inflam-se e esvaziam-se em movimentos constantes, cadenciados, alternados... o que faz nos sentirmos um só ser naquele instante...


Teus lábios tocam as minhas sobrancelhas, pés e mãos se unem; gentilmente beijo o teu queixo e tu me dizes: vamos rir?

E tudo recomeça, os afagos, olhares e risadas... toques e cócegas nos pescoços de cada um...

E ficamos, enfim, ouvindo as risadas um do outro... as quais acariciam os nossos ouvidos e
fazem-nos sentir confortáveis em nossas presenças e ausências...


Momentos dos quais só dizem respeito a nós, mas que transcendem em essência...

Essência abundante em energia vital que preenche os corpos de todos os seres em todos os momentos...

Nós, plenos de energia...

Plenos...
Plenos...
Simplesmente, plenos.

[texto inspirado em ti: sim, tu podes ser inspiração, preto! adoro-te! imagino-te! tenho-te aqui, dentro de mim!]

domingo, 11 de outubro de 2009

A arte do reverso...

No complexo ato de sentir vem o outro: o reverso.
Reverso, seu reflexo. Intrauterino do seu ser.
Ele que se forma segundo sua visão. Que, por vezes, diz não.
Tudo em alto e bom tom!

Frente a esse ser tudo acontece. Por vezes, até te emudece.
E você fica mudo pelo ato do terror. Horror de sentir o outro em si.
Dentro do "mi", dentro do ti.
Coisas sobre as quais não se quer refletir.

Por outros momentos a alegria se estende. Frente a esse mesmo ser que, por ti, se rende.
Renda que emudece e liberta sua vida. Renda que palpita a arte do viver.
Correr entre os céus no seu ser que se consola. Às vezes em ti, às vezes em mim.
Ser sem fim.

E, então, tu te questionas... "como hei de saber se realmente sou ser sem ele ter?".
Aí, posicionas-te frente ao relógio. E te digo: "muda, amigo!"
Ao invés de ficares de ponta-cabeça tu pegas o objeto e me mostras a arte do reverso.
"Segura aqui" - dizes-me!

E pego, então, aquele objeto da mão. E tu me falas, de sopetão: "vira para mim".
E assim, faço e me reato. Vejo os ponteiros totalmente ao contrário.
Digo contente: "inventei a máquina do tempo". Tu não negas! Mas não concorda.
E de repente ouço teu pensamento.

Que diz: "está aqui mais um chance de ser feliz".
"Se tu pegas e entendes a arte do reservo, tudo tem nexo.
Pois a ação do passado justifica o momento futuro.
Apesar de que o futuro nunca chegará a acontecer".

Mas, pergunto-lhe, "enfim, o que fazer?"
E tu me olhas e teu nariz vira a frente do relógio.
Os ponteiros ainda andam... e no objeto também encosto o meu.
E, assim, o reverso se refaz.

Eu vejo tu e tu me vês. Em um reflexo sem fim.
E descubro, enfim, que os teus olhos... lá no fundo... entre a íris e o branco marfim...

Que... que... que... que teus olhos refletem a mim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Profe Rodrigo!



Frases que mudaram a minha vida:
"Você tem que ler a CF de cabo à rabo... tem que saber a letra da lei!" - Tá, vou tentar!
"Muçarela"
"Quantos artigos tem a Constituição?" - Essa é boa! 250? A cada EC iso pode mudar? Ah? Alguém pode me explicar isso?
Esse cara é uma figura que veio de Sampa, sente falta do cherinho de poluição (!?), e já fez 3 amigos em Curita! Uêba!
Chegamos à conclusão na sala de que ele será um bom amigo do André!
Bora apresentá-los... rsrsrs.
Admiro pacas, também!

Profe Thais!


Eu digo uma coisa: prá saber, só conhecendo!
Uma pessoa que tem extremada didática na produção de suas apostilas!

E que é capaz de dar uma ótima aula no gogó!
Admiro pacas!
Só poderia gostar um pouco mais de passarinhos... rsrsrs...
E este é o tipo de pessoa que deve ouvir muito, quando a vêem a frente do computador de madrugada, "vai dormir, Thais!".
Então, agora é minha vez (a ver seus tweets postados de madrugada): "Vai dormir, Thais!"

Profe Danilo!


Professor Danilo!
Grande conhecedor de Direito Penal!
Vai ficar na memória o exemplo do gogó e erro de proibição... hahaha...
Realmente, conceitos interativos fazem-nos rir e gravar a matéria com maior eficiência!
Um cara super gente boa! E poeta!
Pena que escrevem o nome dele errado no cursinho!
Tem que gritar, Danilo: "ó xente, bichinhos, meu nome é com um L SÓ!!!"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quando é bom é ruim!

Ontem eu e Elisa fomos comer um japonês! Nós adoramos comer um japonês!
Entre uma hashizada e outra, papo vai e papo vem, descobrimos que "quando é bom é ruim"!

Não sei se vocês, minhas queridas leitoras - sim, pois este é um post para a meninas - já passaram pela seguinte situação (tenho certeza que já passaram! Mas, vamos dizer que isso é inédito): saiu com o bofe, foi tudo de bom e no dia seguinte parece que nada aconteceu. E assim no outro também e passa uma semana, um mês, dois meses, três meses e o que não aconteceu parece que continua não acontecendo!

Sim, isto é incrível. Pois é, sabe aquilo tudo que você contou para as suas melhores amigas: a noite mara que você passou com o cara mara, no lugar mara (ou não tão mara) - pois o que importa é quem está dentro do lugar (segundo o próprio dito cujo)... NÃO ACONTECEU. ISTO FOI MERA ILUSÃO DESSA SUA MENTE SAFADA.

Mente safada que fica imaginando coisas.

Mas, é, fala sério! Aconteceu! Por que, além de você não estar na "casa do lago", você está aqui! Ó, realidade maldita! Mas, parece que você está na casa do lago e ele ficou na realidade paralela da sua MENTE SAFADA.

Sim, porque ACONTECEU. Mas, o cara some! Você liga, deixa recado e o cara não responde. Você liga, ele até diz que vai retornar e o cara não retorna. Mas o que há com essas tansas?

Cheguei ao ponto olhar para cara da Elisa e dizer: "porra, eu não sou bicho, cara! Eu sei conversar e entender. Eu quero conversar e entender o que há. Se ele não gostou, se gostou. Se não vai mais ligar, se não quer mais saber... se quer um tempo, ou se quer todo dia. Se quer ser só amigo ou amante, ou amigo-amante, ou, simplesmente, não quer nada ser". E como sou um ser dotado de inteligência, raciocínio, foco e ecleticidade (uau! essa palavra existe?) eu posso falar sobre qualquer coisa sem restrições.

Mas essas IMAGINAÇÕES BOAS das nossas mentes tendem a manter a porra da palavra silêncio em suas condutas de vida.

Silêncio em relacionamento só dá problema, porque dá margem à elucubrações que matam os neurônios... mesmo nos relacionamentos já acabados. E MESMO NOS PEDIDOS DE ORÇAMENTOS ENTREGUES E NÃO RESPONDIDOS - para vocês, minhas leitoras, não dizerem que não abordei um aspecto comercial no post (pois um post de uma publicitária há de ter algo comercial).

SE VOCÊ NÃO GOSTOU DO ORÇAMENTO retorne, fale, troque... pois assim podemos crescer todos juntos e melhorar para o próximo cliente. Sim, ninguém é obrigado a aceitar um serviço, mas é de bom tom falar sobre o que não gostou e porque não vai aceitar!

E no final das contas, chegamos a conclusão de que "o bom é ruim". Porque o ruim a gente esquece. O cara mal-educado, grosseiro e que não queria usar camisinha. Mas o bom a gente lembra. Lembra e não entende. Se foi tão bom, porque cessou? Se foi tão bom, e você sabe que foi, porque o silêncio?

Se você, moça, iludiu-se e foi bom só pra você, você também tem o direito de saber, não é?

HOMEM ABRAM ESSAS BOCAS E QUEBREM O SILÊNCIO para criar um mundo mais feliz.

Silêncio ao mesmo tempo que nada quer dizer, pode dizer muita coisa, pois a NOSSA MENTE SAFADA FALA.

TÁ, E NÃO ESTAMOS LOUCAS, REALMENTE ACONTECEU E FOI BOM!

Profe Jefferson!


Esse é o Professor Jefferson sem óculos!
Um cara que sabe ensinar o que são os Bens de Giffen... e que faz pessoas beberem água na aula para explicar a importância dos bens de consumo!
Cara joia!
Isso que é aula interativa!
Um dia eu aprendo a gostar de economia!!!

Profe Allan!


Figuraça conhecedor da Constituição!
Um dia eu aprendo todos os artigos da Constituição prá dialogar com esse cara, hahaha!
Êta memória boa!
Eu admiro!
E ele gosta de um pagode!
Da próxima vez que for no forrró convida aê!

domingo, 6 de setembro de 2009

Samba do novelo

Acho que teu samba não cruzou com o meu.
Quero, mesmo assim, um tempo para explicar.
Que o reco-reco sem batida não funciona
E que o pulso é a gente quem dá...

Diga que meu samba não cruzou com o teu.
E não fica nessa de "não quero explicar".
A melhor coisa para o fim é um não bem dado.
Assim, a mente para de elucubrar...

E o tempo passou e o samba ficou naquela única vez.
Desritmado, meio capenga,
Mas com o controle de quem quis
No outro a perna passar...

Mas estou aqui e aqui vou ficar
Até você me olhar.
Ou até outro passar!
Porque bem dizem: quem enrola perde o bonde...
E pega outro novelo para enrolar!
Então, vá lá...

[se alguém quiser musicar, fique à vontade. e vamos juntos sambar!]
[sambra de raiz]

Profe Noely!



A Profe Noely lembrou do meu Pai, hoje!
E eu a desenhei na semana passada, na aula de redação.
"Quero ver, vai lá, Themis, desenha a professora!" [by Adriano]
[um tempo depois...]
"Tá aí, desenho da professora!" [Themis]
Mas fica mais legal se você olhar na diagonal, pela lateral esquerda do desenho.
Desenho com ângulo! Vê se pode!
Acho que vou virar Papi - risos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Magia bis in idem



Aulas de Direito Administrativo rendem, que é uma beleza!
Conceito bis in idem relembrado pela Thais.
Quando se grava o conceito, o desenho fica mais representativo.
Mas, poxa, preciso estudar sobre proporção.
Latim começa a fazer lógica?!?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Magias de Direito Penal em Hogwarts





Resultado da aula de Direito Administrativo:
maneiras de aprender Direito Penal.

Moça


Resultado da aula de Direito Administrativo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Terceira visão.

A vida acontece.
As mãos encontram-se no caminho viz e em viés.
Os passos percorrem, por vezes, direções encontradas.
Em tudo há ritmo e pulso.
As imagens repetem-se, os mesmos passam.
Os gestos circulares traduzem o pensamento...
Daquele que se quer explicar.
Mas, também, há solidão.
E, também, há espera.
Os conhecidos mudam de direção.
E, por vezes, há quem pule os canteiros.
Os dedos tentam conectar-se, mas se recolhem ao não achar o seu pólo complementar.
E o ritmo não para.
E pulam o canteiro outra vez.
Há uma tendência enorme em querer-se estar cego, surdo, mas alimentar o paladar.
Como se o parar para curtir fosse agora plena necessidade do ser.
Barulho, barulho, barulho.
"Silêncio", queria gritar.
Subir na mesa e gritar: "um minuto de silêncio, por favor!"
"Observem agora".
"Óh", ouviria...
Mas aos poucos tudo voltaria...
A expressão interna tendendo a sair
Para se esquecer do eu interior.
E os encontros são reatados.
Tapas nas costas.
E olhares...
Nenhuma mão dada à vista.
Mas, ainda, há quem pule canteiros.
Será?
E a memória da infância voltou.

[escrito aqui no Estação, após o almoço no SushiYama, ao observar a vida que ocorre externamente a mim. Será que há mutação do objeto? - Themis Salem - 25/08/09]

domingo, 16 de agosto de 2009

No caminho da Eduardo Sprada...

Hoje nas minhas andanças pelo CIC acabei por me deparar na Eduardo Sprada e fiquei admirada com o que vivi.

Que sensação boa andar por aquela rua... compriiiiida...

A impressão é que andei pela rua toda, pois ela não acaba mais. Mas a sinuosidade das curvas e aquele cimento lisinho, pelo qual meu carro corria, ao no máximo de 60 por hora - risos -, fizeram-me viajar tanto, mas tanto em meus pensamentos, que foi até engraçado.

A rua, repleta de condomínios, reflete a realidade de um povo abastado. A arquitetura varia. Há construções mais novas, outras já construídas. Alguns espaços parecem locações da COHAB. Casa padrões, quadrados, fechados, torturados. Então, pensei "em um terreno tão grande, eu faria uma configuração diferente desses 'mini-sobrados' - ou não os faria tão mini".

Outros condomínios - em maioria na minha visão esquerda ou visados a esquerda por mim, na maioria - encantaram os olhos pela pompa. Um dos muros de condomínio que fixou meu olhar foi um muro vazado. Engraçado isso, pois se é vazado o que me encantou foi o vazio, correto? Mas, o vazio encanta?

Era um muro verde, coberto por natureza... uma cerca realmente verde e viva. E no centro, vazado, pequenas colunas (não pilotis, pois entre os seus vãos não dá para se passar e eles tampouco sustentam um casa) simetricamente alocados, em quantidade veramente suficiente para ver a área interna. Que coisa mais linda! Uma sensação de liberdade cerceada, mas que promove certo ar de respirar. Ufa... respirei... diferentemente da lotação da "COHAB".

E assim fui pela sinuosidade que elevou e levou meus pensamentos...

Só não sei se quando congestiona aquela rua proporciona a mesma paz - ou se a rua não congestiona.

Mas isso não sei se quero descobrir. Não agora.


Por enquanto basta-me a paz proporcionada pela busca pelo novo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Da noite a imaginação.

Há pouco tempo, voltando pela Marechal Deodoro, recordei-me... ao sentir o ar da noite da rua... de um desejo de tempo há tempos: retratar essa cidade, retratar o ar escuro que paira e suas luzes fluviais na escuridão.

A aventura de estar em meio ao nada me fascina. E captar o ar que dele vem.

Sei que esta cidade não está em seu estado natural. As luzes amareladas na Rua XV, que lhe proporcionavam um ar provinciano, europeu, aconchegante, foi invadido por uma luz fria.

Aquele branco é estridente aos meu olhos, causando-me quase um ar de estranheza da minha Curitiba. Quase não reconheço mais a Rua que por tanto tempo passei.

Mas, talvez a luz fria, imposta para evidenciar a o quesito preocupacional de segurança, traga à tona a real cor daqueles prédios monumentalmente históricos do Centro e, assim, eu possa retratar o que é mais real, como de dia.

Sim, a luz do Sol é fria. Sim, de dia tudo é real.

Ah, minhas praças também me encantam. Um dia delas falarei. E sei que, contudo, em algumas o amarelo permanece.

Em certas... existe o real, em outras o imaginário...

E deles pode-se conceber o sonho.

Enfim, uma pitada de loucura.

E com isso lhe proponho a mistura perfeita.

________
foto Themis Salem, em 2008, Rua XV.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Literalidades juvenis...

Shhhhh... silêncio. Não, não fales... permeia-te em mim.
Agita meu ser... desfaça-te frente a nós, encanta-me.
Leia minh'alma em pequenos gestos, pois assim sou...
___pequena, mas intensa.
Ih, que fazes, então... com este colo que te recebe,
___sem nada pedir?
E o qual te aconchega, com pequenos mimos e
___literalidades produndas?
Ninfas invadem meu ser, agora, e a água corre dentre os rios,
___para anunciar a tua chegada.
Tu tentas-me com esse voraz ser teu, sedento de
___amor ao poucos e que quero doar.
A cada momento, revivo, reato, refaço as imagens
___as quais me regalastes.
Caça-me, vens, em meio às minhas literalidades juvenis.
Abdução de meu ser, em ti, se foi.
Olhe-me, enfim, constantemente... em teu ritmo, mais uma vez,
___e mais tantas quantas o senhor da roda deixar... ah...
___isso teima em permanecer vivo... a literalidade na criação...
___emoção, comoção... enfim, releva-se como tal...
___e incumbe-te, por mais, deixar-me assim... voraz,
___mais uma vez, sedenta de teu ser.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O que é puro estará anotado...

Não uso muito assistir a CWB TV, "emissora" curitibana. Mas, ontem, lavando louças, acabei por dar de cara, depois do programa da Cartomante, com o programa da Seicho-no-ie Brasil.

Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de ver o programa ou ouvir os ensinamentos deste modo de viver. Mas os fatos versam, pelo que entendi, mas ou menos na ideia de que somos perfeitos por essência e que tudo que não for perfeito, e manifeste-se em nós ou ao nosso redor, é fruto de algum pensamento desarmonioso.

Loucuras, doidices e esquisitices a parte - não que eu discorde, mas não vou dar corda, agora - gostei de um dos pontos falados: a materialização do bem. A visualização do que é bom, do que reluz "Jesus", a Paz, Deus e o Divino.

Masaharu Taniguchi, disse o palestrante da TV, indica em um dos seus livros anotar as dádivas de luz diárias, ou atos divinos que você presencie em prol do próximo ou, melhor, realizado por este.

Assim, ao ver alguém abaixando-se para recolher um lixo jogado ao léu na rua e destinando-o a lixeira: anotar em um caderninho; ao observar um ser ajudando outro a atravessar a rua: anotar o caderninho; ao observar o desabrochar de uma rosa em um jardim qualquer: anotar o fato no caderninho.

Com essa prática, afirma o palestrante, iniciamos um voltar da mente para o positivo e belo da vida... e assim, nossos pensamentos voltam-se para aquilo que é bom e gostoso; boas energias são incorporadas e o ciclo do puro e divino atinge o nosso ser.

Bonito isso... interessante prática a se fazer. Olhar o belo, admirar o que é bom. Isso há de trazer a riqueza para as nossas vidas.

Então, caderninhos à mão, é hora de tentar...

Todo esse relato recaiu em um pensamento que tive há algum tempo, criar um post para sempre complementar com as Boas Ações que faço no dia. Sim, para evidenciar o que é belo e necessário pelo próximo. Até, pela prática direcionada para a constância. Isso mesmo, pois um dia prometi "fazer diariamente uma Boa Ação".

Mas, prestem atenção, é importante não confundir Boa Ação com Obrigação.

Em uma sessão de fisioterapia, versando sobre saúde...

O dia em que os gordinhos resolverem se rebelar, os magrinhos estão fod$#*!?, cara!
[by Gabi Mazzi]

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Olhos no olhos...

Um dia serei mãe e saberei. Mas, fico questionando-me se a atitude que temos com os nossos filhos realmente corresponde àquela mais assertiva e necessária.

Hoje fui fazer cotação em algumas farmácias, duas, para lhes dizer a verdade. E, ao finalizar minhas compras, dirigindo-me ao caixa, veramente reparei no filho de uma moça que se encontrava extremamente agitado. Ele tinha a real intenção de se desvincilhar e fugir. Ela se incomodava tanto com ele! Olhava-o de cima, questionando-o e quando o mesmo fez menção de se desgarrar... agarrou-o pelo casaco e disse, firmemente, "fique aqui!". Mas, o filho relutava.

Então, em um impulso, abaixei-me, agachei-me e olhei para aquele serzinho furioso e perguntei: "mas, porque é que você está tão brabo?". Então, das poucas palavras balbuciadas que entendi daquele pequenino ser... internalizei "... e ela briga comigo". Em seguida, olhei-o bem nos olhos e disse, com carinho, "mas, a mamãe não está brigando com você... é que ficar longe da mamãe é perigoso... e ela quer que você fique bem pertinho. Então, tem que ficar bem pertinho da mãe, tá?". E, assim, ele se acalmou, olhou para mim e disse "tá"...

A cabeça daquela mãe balançava em um sentido que me pareceu: "é, aos outros ele atende" ou qualquer outra coisa como "parece fácil".

Na realidade fiquei com vontade extrema de olhar para ela e dizer: "é, santo de casa não faz milagre!". Contudo, controlei-me para não insistir a proferir esta infame frase e infame conceito, que tanto são dissipados.

Talvez, o que falte a nós, como mães e pais, é desacomodarmo-nos do padrão adquirido do santo... e dar a mão à palmatória de que se agachar ao nível dos nossos filhos e ouví-los, realmente, não é nada feio. É, sim, preciso e produtivo.

No final ficou o carinho do menino... que, ao sair da farmácia pelo corredor dos caixas, olhou para mim e disse: "Tau".

[maiora escrita na presença de uma linda jovem com a qual dividi a mesa no shopping para o almoço. ela se foi e depois que almocei terminei o texto. O som da massa falando aqui é uniforme. portanto, permite desligar-me e mergulhar em meu eu interior.]

quarta-feira, 1 de julho de 2009

As estrelas...

Quando miro as estrelas, lembro de ti.
Creio que é o certo ponto da memória latente que te fez criar-se em mim.
Aquele momento no qual se fez estática a nossa imagem, ali, aqui, dentro do exato ponto que se foi.
Ali, pontual, neural loucura de avanço espacial.
Na grama futura com os filhos, correndo, rindo, loiros e morenos... e os cachinhos com olhos azuis.
Você me prendeu ali e agora, neste ponto exato em que estou, não estou. Pois, fiquei.
Que faço eu com a vida que já criei interna e serenamente com o passar dos minutos?
Não me deixe ir sem motivos ou sem razão.
Livre-me do livro, leia-me, dispa-me de mim....
Vista-se de mim. Mas não me deixe nua, sem ti, aqui.
Espaço neural de avanço no tempo que me faz retroceder a todos os pequenos, poucos e singelos momentos que tive contigo.
Ah, como é duro este espaço-tempo o qual não acontece!
Onde estou? E porque você aos meus olhos?
Tanto, tantos por aí!
E você veio e se fez em meu ser.
Ali, único, momento sereno, nuvem fugaz, olhos que escapam de mim...
Mãos que não me alcançam mais, por opção.
Mas, realmente, sabe ti o que sinto por e somente por ti?
Esse ser que me completa sem querer... sem, ao menos saber que você está aqui.
Dentro, sereno e completo.
Por favor, revolva-se ou me deixe.
E ponha um ponto final neste rondar.
AR!
AH!
[Respiro fundo].
Agora, enfim, já posso gritar.

[ao som de Gravity - Sara Bareilles - cover por Cathyn]

domingo, 31 de maio de 2009

e foi tudo em um sonho...

No encontro noturno, entre os céus... ou o além... lá esteve você e eu.

E da sua singela fala, emaneceu seu amor por mim.


E da dúvida, fez-se a certeza... no mais singelo momento único do tempo.


Te amei desde que toquei por primeira vez que toquei sua mão, lembra-se?


E você disse, e lembrei-me... estava lá na foto... era preto e branca, ou tons de cinza...


No recorte dos dedos, encaixavam-se perfeitamente os meus...


Foto da vida, do momento único a se guardar na memória.


Em outras, não era eu... força da produção, da onde, em princípio, eu não caía bem...

Mas tinha que ser eu... e no seu coração, era eu. E agora eu sei...

Mas o que faço frente ao sonho que se foi, e a lembrança que ficou?


Movo-me? Ato-me ao sonho? Mergulho no escuro claro que se acendeu?


Mas... quantos sonhos já sonhei... e quanto tempo já vivi...


E você me disse, e me beijou, eu te amo...


E me abraçou e me abarcou no seu ser... eterno...


Eterno e singelo meu.

E eu?

E eu.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ensaio sobre a burqa...

Já diria minha irmã que não existe o Oriente, que este á uma costrução mítica tanto instaurada por Delacroix como por seus comparsas... em um ato evidentemente selvagem de unir a todos em uma só massa.

De acordo, mas meu pensamento de inicia com...

Tudo que vem do Oriente nos provoca fascínio.


As vestes, vestimentas, árabes, indianos, sons feitos com a língua, a dança contida, ou de serpente... e os panos, panos, dourados, bordados, amassados, lisos, contínuos e compridos.

Ai, aqueles panos... e o próprio esconder para preservar.

Não sei se é mal de antecedente o que sinto e como ajo, mas meu povo é sírio-libanês. Ao menos, em parte.

Lá viria ela novamente me dizer... tudo é cultural, nada de explicações genéticas e tal.


Mas meu pensamento continua com...


Bom, esse corpo tem informação que pode ter sim tido mutação genética por hábitos e condutas culturais externas.

Volta e meia cubro meu rosto. Não á moda árabe ou indiana... apesar do fascínio.


Faço-o com meu chachecol ou o esquentador de pescoço, que tenho.

Então, a percepção toda muda.

Sempre preocupada com o quesito segurança, meu olhar é inquieto e os ouvidos estão sempre alerta.

Nos vidros do carro a fresta impera. O som é desligado para estacionar. O corpo reaje ao simples barulhos estranho. Os olhos espicham...

Mas, com "a burqa"... a percepção toda muda.


A visão lateral não alcança em seus devidos graus. A audição fica filtrada, tapada, velada. Enxerga-se em "uma só direção", o Norte.

Os olhares avivam-se. Não sei se por estranheza a curiosidade.
Então, pensei comigo. E, enfim, a que propósito direcionar olhar, velar audição...
A interiorização incomoda a certo, ponto...
E quem aprendeu a se guiar, consegue aprender a ser guiada?
Eterna vida de ceder-se!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Para o moço no fundo do vagão...

O que te desconcerta
Sossega ou Apressa seu olhar?

Sou eu ou a janela que se move por imagens estáticas?

Estranho teu manho.

Tuas mãos são mãos que aceitam e desconhecem.
(Tuas mãos são que acertam e desconcertam)

Agora não te vejo mais.

Por onde andam seus olhos?
(Por onde anda teu olhar?)

Parou onde? Na próxima estação?

Só o vão do ombro vermelho ficou

(transcrito ao som de Yann Tiersen)
(em janeiro/2008 - no trem - SP - ao retorno a Curitiba)
(Themis Salem)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Os nossos sonhos...

Quem não tem sonhos, que atire a primeira nuvem passageira.
Sonhos são os desejos que nos movem e parecem dar sentido a nossa vida e nossos atos.
Mas, enfim, será que é só para isso que servem os nossos sonhos?
Pergunto-me isso, atualmente. O dilema entre o dever, real, o querer ser... onde está o divisor de águas?
A plena necessidade de sustento físico, que certamente apoia o sustento espiritual, faz-se presente.
Mas é possível querer e ser, ao mesmo tempo?
Como saber? Tentando?

Eu tenho sonhos, alguns "bobos", por assim dizer. E eles me alimentam. Por vezes, consomem-me.
Consomem-me quando não consigo realizá-los. Mas, se pensarmos que sonhos são para ser sonhos... só servem para nos mover e não serem realizados... então, contradigo-me.

Meus sonhos partem dos mais simples ao mais luxuosos.
A banda de música que ainda quero ter. Minha vida como um musical. O sonho a dois e a casa com cômodos em estilo mundial. O pé-direito alto. Não o meu, o da parede. Escrever e entreter. Ensinar a ser mais, alguém, livre das amarras da vida. Os três filhos, que hão de vir. A paz, entre si e entre todos. A igualdade e não sofrimento do próximo. Andar de patins nas ruas do expresso. Dançar e dançar e dançar e dançar e dançar a vida toda, sentindo prazer e proporcionando prazer. Olhar e ser olhada. Registrar a vida do seu mais ínfimo ao mais grandioso momento pela lente angular. Beijar a sobrancelha em um ato de amor. Estar preparada para salvar vidas. Escrever e escrever e escrever e escrever mais, para dizer o que penso, sinto, vejo, indago, reajo... almejo e desejo. E assim, ser completa em mim.

São muitos, são caros e baratos... mas são meus, e por isso são grandes. São meus e por isso são preciosos...

Quem sabe um dia... quem sabe.