segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ser amado

O que fazer para ser amado? Ou ser amado deveria ser um processo natural? Não basta olhar e sentir o outro? E abraçá-lo quando ele se sente só? Não basta dar um sorriso ou uma simples ajuda, dica ou auxílio... para que o outro seja cada vez melhor?
O que é necessário para ser amado? Ser amado não é trocar? Uma simples troca de energia?
Amar parece-me algo tão simples e inerente ao ser humano. Amar parece-me um ato de se identificar com o próximo.
Amo as pessoas simplesmente ao olhá-las. Gosto de trocar ideias e conversar, por vezes, com aquele que a sociedade considera um ninguém. Gosto, também, de olhar os que são aceitos de bom grado pelo social. Divido-os, infelizmente, pelo própria categorização social arraigada a minha cultura e meu olhar elencador.
Amar completa-me, mas a outra parte de ser amado... deixa-me um pouco vazia. Ou será que meu ato de amar ao próximo está colado ao conceito próprio de que devo ser amado por ele? E isto seria considerado não amar? A necessidade de troca poderia, quem sabe, ser classificada por interesse?
"Você ama para ser amado... ou simplesmente para amar?".
Não sei se há ser tão completo nesta terra que se baste por si só...
Tenho meus seres amados e já amigos completos aqui dentro de mim.
Mas, faltam-me alguns para os quais já dediquei amor.
Um amor cedido para um crescimento mútuo. Sim, pois não fazemos coisas para gerar a nossa estagnação... mas, buscamos coisas para crescer em conjunto. Ao meu simplório ver, sinto que deveria ser assim.
Sinto que deveria ser assim.

domingo, 17 de outubro de 2010

Save the last dance

Would you save the last dance for me?

Gosto da dança, principalmente no que toca a cumplicidade. É um ir e vir constante... do qual, também, depende o espaço entre si. Invasão e recuo. Reciprocidade e opostos. O corpo vai e vem e se parece cair no vazio logo chega a mão, o joelho ou o pé para dar a certeza de que o outro ali está. A surpresa dispersa e enobrece.

Gosto de ter a presença do outro e o anteparo. Paro? Não, continuo... e com resposta ao ínfimo estímulo dele. Pêndulo, balança que se complementa.

Surpreendo a responder a sua intenção. É como a ligação entre os seres avatares. Conexão em um só bloco que se contorce e retorce. Lentidão, interpretação sem nulidade. Não há o nulo... há o tudo.

A dança enobrece a alma e mobiliza o corpo e a mente. Meus reflexos são mais pontuais e precisos... Respiração, expiração, inspiração. Ação conjunta, latente e demente que desconstrói o renomado compasso do que ouço.

É pele e pelo. Um cheiro que passa e a lembrança que retorno.

A dança nos transporta os primórdios. Arte da seducão implícita e pouco explícita - se assim se desejar.

Corpos que vem e vão, invasão a aura da segurança, couraça, camada que incutimos a nós. Permissão contínua de entrada e desenvolvimento de tenacidade.

Idade.

Quesito de última dança.

Respiro ritmado.

Arte que se permeia no que se tem.

Ato ilícito.

Ato empírico.

Conectividade extrassensorial.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Despotencialização dos meios.

Eu estava questionando-me um outro dia: o que eu faço com e na Internet. De repente, vi que meu nível de circulação encontra-se restrito a sites de comunidades virtuais como o orkut, facebook, twitter (do qual - thanks, God! - eu já saí), formspring (no qual nada me perguntam), msn (na qual pouca gente interessante contata-me) e meu e-mail. Isto, falando a nível de pessoalidade, é claro.

O que estas ditas ferramentas acrescentam a minha vida: propriamente dizendo? O quanto eu cresci desde comecei a usá-las - em outros níveis, em outros tempos - desde bem nova? Lembro que fui moderadora do mIRC. Alguém se lembra desta? Aprendi netiqueta desde essa época...

Mas, retornando ao tema... parece que, por muitas vezes, deti-me no óbvio. E para alguém tão questionadora... parece que essas pequenas máquinas de nos fazer afundar em frente ao computador impulsionam-nos a esse estado de letargia.

É claro que concordo com os que protestam e dizem: "ó, veja o mundo que está na sua frente: tudo está aí, ao alcance de suas mãos". Mas, minhas mãos estão preparadas para agarrar o mundo e dizer: "vam'bora que ele também é meu?".

O que as pessoas fazem nessas redes sociais? Sim, há um mundo lá... mas é um mundo real? Não seria mais real conversar com alguém que senta ao seu lado no ônibus, ou conhecer o seu vizinho de prédio?

Outro dia ouvi algo engraçado sobre pessoas que moravam na mesma casa e mandavam e-mail umas para outras contando de certa novidade, enviando convites para festas. Aliás, eu faço isso... de vez em quando.

Valorizamos tanto o individual, que o coletivo se perde em desuso... até mesmo na Internet. Somos bombardeados para saber sobre o alheio - e não conhecer a este alheio (que é um reflexo de nós) - e, então, afundamo-nos em comentários bobos e conversas idiotas sem fim.

Não gosto do que é promíscuo, ao menos não na maioria do tempo. Promiscuidade, facilidade, ser entregue demais, banaliza o que somos.

Enfim, pensamentos de quem... provavelmente... cometerá um orkutcídio.

Poxa, quer falar comigo, não manda um "scrap": LIGA-ME!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Morno vento.

É outono.
Pela terra caminha um ar morno que acaricia minha epiderme.
Toca-me a nuca e se esvai de norte a sul.
Percorre a extensão dos meus ombros e desce por meus braços.
Em um instinto de resposta, arrepio-me.

Em uma dessas tardes de outono nas quais o sol aquece minha pele, ouço sua voz pela primeira vez.
"Você me chamou?"
Já sinto a sua presença no meu dia a dia.
Dou uma longa risada, fecho os olhos e te vejo.
"Vem" - sigo, sempre.
E quando abro os meus olhos novamente só vejo o teu vulto.
"Acredita." - eu tento.

"Não tente. Acredite."
Tá. Fecho meus olhos e te vejo.

Não consigo te definir.
Faltam-me palavras.

Chegamos a árvore mais frondosa do campo.
Subo sem esforço.
Um simples impulso e voo.
"Vem" - eu vou.

Estamos no alto.
Ah! Que lindo! Vejo os campos e a plantação: trigo, eles são dourados como o cabelo do Pequeno.
"Vem!" - sabes que não precisa mais pedir.
"Tudo bem, entendi."
Nos seus braços estou sempre completa.

Espera-me!
Ei!
Já desço da árvore sem ti.

Não vá!

De súbito abro os olhos.

Desço sem esforço.
Um simples impulso e já não sinto a gravidade... flutuo até o chão.

Meus pés sentem a terra e nutro-me.

É outono.
E o morno vento vem, novamente, encontrar-me.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu já tenho mãos de trinta...

Agora, ao olhar para as minhas mãos...
percebi que já tenho uma mão de trinta.
A pele é marcada pelo tempo,
vários sulcos percorrem os meus dedos.

Mas tantas marcas? O que fizeram?

Amaram imensamente... araram a terra.
Dos meus dedos saíram carícias e vida!

Na parte interna há sulcos também.
Alguns dizem marca meu destino e minhas memórias.
A linha do meu coração está tão tênue!

Já não a encontro no M.

Os dedos dobram, mas minha identidade continua ali.
Desenhos únicos frente a uma multidão.
Sulcos individualmente desenhados.

Com todo cuidado eles foram feitos.
E elas, certamente, assim foram escritas.

Certeza só... águas ainda correm por ali.
Craquelo porque sou viva.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Das minhas despedidas escritas... e das reais.

Quem me conhece e me curte... conhece os meus abraços...

Gosto de braços com vida e apertados. Gosto de sentir o outro junto a mim. Assim é com amigos queridos e com os amores, também. Gosto de pessoas que se entregam. E se for beijo com abraço, melhor ainda. Aliás, beijo com abraço é meu lema. Eu beijo e depois abraço. Os beijos dos amigos são no rosto. Os beijos nos pais e na irmã são na testa, por vezes. É no abraço que sinto a troca de energia. É assim que gosto de viver.

Mas, quando não há intimidade um abraço parece algo tão vil, sem valor. Quando ainda não há intimidade eu não consigo enviar abraços, por e-mail, por exemplo. Aliás, eu raramente envio "abraços".... pois eles parecem tão impessoais! E não consigo enviar beijos, também. Quando a "minha" mãe norte-americana me envia "rugs" - rsrsr - eu posso sentí-los, aqui. Mas, sem intimidade não há entrega... e os abraços nesse caso ficam sem sentido.

Por isso, na maioria das vezes eu escrevo "grata", pois agradecida eu posso ficar pela simples existência.. e para tal, não há necessidade de intimidade. Normalmente quando escrevo que estou grata, I mean it - é gratidão, mesmo!

Em outras oportunidades, por eu conseguir ter uma correlação direta tão rápida com a boa energia de algumas pessoas... morro vontade de enviar beijos já de início de conversa. Beijos, bjoka, bjunda (esse é para amigas e para a mana), bjo na ponta do nariz, beijo no coração, beijo apertado... beijo na bochecha, beijão, beijaço... Mas, tenho aprendido a esperar um primeiro passo... já que sei que sou doida, por definição, e nem sempre a pessoa já sente a ótima troca de energia.

Mas, enfim... se ainda não te mandei um beijo pela comunicação escrita (e isso te intriga)... é porque, talvez, não sinta a devida possibilidade de intimidade ofertada. Quem sabe você possa dar um primeiro passo... rsrsrs...

Em muitas vezes, não é a vontade a qual me falta... rsrsrs...

Ahaha... esses meus posts...

Bjão para os meus leitores fiéis!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Evoca-me!

Se eu pudesse eu inventaria o nosso amor.
Então, chamaria-te para o encher de ternura.
De ato simples de compreensão, passaríamos a um complexo de nós dois.

Sólida estrutura, fortificada por nossas crenças e ideais.
De ti faria a cabana.
E a ti ofereceria pousada.
Eu chegaria a ti, daria-te a mão e te diria: "quer entrar?".
Da conexão de dois corpos o surgimento de uma alma.
Longínqua ligação a qual sinto.
Abraça-me sem medo, agora.
A ti, portanto, evocaria devida criação de intimidade.
Devido ato de criação de nós dois.
Sentença já assinada pelo ato que já vi e do que sou.
Evoca-me!

[escrito deitada na cama, em 30/05/2010, ao som da música Pernambucobucolismo, da Marisa Monte - CD Infinito ao meu redor]

A respeito do seu anjo da guarda...


Querido, todos nós temos um protetor... um ser de luz que nos acompanha em todos os nossos momentos. Dando-nos luz para seguir os caminhos da vida. Esse ser de luz pode ser chamado de mentor, anjo da guarda e tem outros nomes nas diversas religiões. É um amigo, fiel e companheiro... o qual nos auxilia nos momentos bons e nos momentos tristes. Mas, o auxílio somente chega quando pedimos... pois é o momento no qual o anjo tem a sua autorização para ajudar. A nós foi dado o livre-arbítrio... o qual deve ser usado com responsabilidade, pois, é como falam: a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Há uma oração a qual, normalmente, aprendemos ajoelhados ao pé da cama... quando crianças. Mas, como a nossa criança sempre está dentro de nós... mesmo quando somos adultos... sempre é tempo de aprender. Não mais ajoelhado precisas ficar... mas com a oração com fé, mesmo deitado... tu obterás as graças, meu querido. A oração da qual falo é essa: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Se a ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém". E busque nos momentos de tristeza voltar-se a Deus, ou a um ser maior e iluminado o qual acredites. Os nomes são da Terra. As divisões são da Terra. Mas, o Deus... ser que nos alumia e protege o universo... é um só. Segue confiante nos teus caminhos... e busque sempre ornar os bons pensamentos... para que tu recebas o que é bom, em troca. Vibra o amor. Vibra o bem. Fica em paz."

[mensagem inspirada - do meu mentor... para um amigo. em 31/05/2010. considerei interessante compartilhar.]

[busquei a imagem no google com o tema "anjo da guarda". infelizmente perdi a referência do site].

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Como universo ao meu redor.

É hora de mudar e jogar fora o medo em mim, em ti, em nós. É hora de erguer a bandeira de que somos o todo e nunca estivemos só. Veja o irmão ao lado, a árvore que respira o ar que compartilha com você. O sol te aquece e com o seu calor você pode aquecer a bebida que deseja beber. Chega de dizer que você não é nada, menina, menino! Veja o quanto você é 10, grande, imenso e faz parte do universo. Você, que é vida, sempre existirá! Aqui... é só um exercício, que deve ser tomado com responsabilidade. Mas, é SÓ um exercício! Então, jogue-se no mundo das coisas boas! Arrisque-se! Enfrente seus medos... pois, como diz um conhecido meu: "o medo é SÓ um sentimento!". Curta seus dias... as pessoas vão e vem... deixe-as fluir em toda sua glória... Tudo é passageiro, mas é MUITO BOM! Curta seus momentos sem pesares! Ame, sem limites! Esqueça... quando necessário for. Lembre-se, você é eterno. As coisas e as pessoas não deixam de ser suas quando se vão. Afinal de contas, nada é seu! É tudo emprestado! E essa... é SÓ uma experiência. Uma MARAVILHOSA E TERNA experiência. Mas É SÓ uma experiência! Lute pelo bem, pratique o bem, dedique-se a ele. Ligue-se ao divino. Mexa-se, cresça, partilhe! COMPAREÇA!

É como canta a Marisa Monte:

"Graças a Deus, um passarinho

Vem me acompanhar

Cantando bem baixinho

E eu já não me sinto só

Tão só, tão só

Com o universo ao meu redor"

[da Música: Universo ao meu redor]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Vida corpórea.

Nada de incomum naquela noite... um bar, velas e sozinha na mesa, como usual. Ouvia ao fundo os passos os garçons e as músicas que saíam de um bom e velho jukebox comprado há quinze anos. O bar simplesmente não era meu. E não o tinha por falta de oportunidade.

Minha história inicia no dia da compra dos LPs. Ele era moreno, alto, tinha o corpo esguio, mas forte, moderadamente. Nada exagerado, mas ele exalava um quê de mistério. E vendia os discos dos quais eu precisava. "Quanto"? - perguntei. E ele me respondeu: "use à vontade, quando quiser de volta eu aviso". Devera saber que nada vinha de graça.

A música que tocava lembrava-me Janis Joplin. Um ar de sensualidade com gritos exalados por cordas vocais mal tratadas. Não percebi quando se aproximou. "Quero-os de volta!". Foi essa a frase, simples, seca e direta. Ela me reportou ao passado, a promessa feita e ao benefício oferecido. Quem teria 15 anos de música gratuita e não seria assim o fim? Olhei para o alto lá estava ele, um pouco mais robusto e como ar encantador que a idade oferece aqueles de bons ares. Quase não o reconheci.

"30%, se não se importa". 30% de quê? - pensei eu. E disse: "perdão, não compreendi..." Ele repetiu: "30%". Minha mente já não respondia. Encontrava-me dentro de uma ambulância a caminho do pronto-socorro. As sirenes rodavam e gritavam. Aquele barulho importunava-me.

Passaram-se 30 dias. "Acorda, acorda...". Meus olhos abriam lentamente o meu corpo flutuava sobre a mesa. "Hahaha..." - eu ouvia risadas de crianças ao fundo. De um embaçado sem fim me chegaram a imagem de duas pessoas vestidas de branco. Eram médicos, creio eu. Escuridão.

Mais 60 dias. "Ela está aqui, mamãe... Venha ver, venha ver... logo vai acordar!". As mãos daquela animada criança tocavam os meus dedos da mão esquerda. Voltei abruptamente.

"AH!" - gritava meu corpo. "Afastem-se!". Abro os olhos, sem nenhuma dor... um choque elétrico que percorria o meu corpo se manifestou a minha latente retina. E eu cai.

Tum! Tum! Tum! Tu tum, tu tum, tu tum... tuuuuuuuuuuuuuuuu...

Tudo branco.

Era um quarto comum. Fora da UTI há três dias. Que alívio. Depois de um tempo aquele homem voltou. Sua robustez dentro do terno branco me alinhava a uma não existência corpórea.

"Onde estou?" - olhei para ele. Perguntei, o som saiu... mas não mexi os lábios. "Melhor se perguntasse como você está" - ele me disse e continuou - "Missão cumprida, Dundys".

[continua, em algum outro dia frio da humanidade...]

domingo, 9 de maio de 2010

Em nosso lar...

Adoro quando chego em casa e você está aqui. Por vezes até me esqueço de que ainda não fiz prá ti uma cópia da chave de casa. É! Você sempre arranja um jeito de entrar, seja encontrando o meu esconderijo "secreto" da chave reserva... ou passando na casa dos meus pais e dizendo: "empresta a chave? quero fazer uma surpresa!". E eles emprestam... pois sabem do meu amor por ti.

Você fica deitado no sofá. "Pronto pra te ver, amor! Sempre, sempre!". Como eu adoro seu sorriso quando você olha pra mim ao chegar em meu, em nosso (vai!) lar!


Você já tem lugar cativo na casa. Seu violão e partituras: logo ali. Por vezes me liga depressa: "amor, esqueci o violão! vê se pode!? posso passar aí e pegar?". Como eu posso dizer não? Passa um tempo... você entra correndo, pega o violão, olha pra mim e diz: "só você mesmo, meu bem, pra cuidar de mim desse jeito!". Como se não fosse o contrário... você sempre cuidando de mim...


Mas, lá está você! Eu entro pé ante pé. E você sempre se acorda! E a gente cai na gargalhada! Sabe, eu acho que, na verdade, você está sempre acordado e finge que está dormindo só para ver como eu reajo.

Adoro me deitar no sofá com você. "Nada de TV!". E eu sempre concordo! "Vamos ouvir um som!". Então você coloca meia luz na sala... acende algumas velas coloridas perfumadas com anis (o que propicia um ambiente mega fantástico)... e ouvimos o canto de Nina Simone.

Aqueles tons lascivos sempre nos fazem levantar e dançar pela sala... sem compromisso com passos e muito pouco com tempo. Encontramos nosso espaço entre um compasso e outro. E são em momentos como estes que sinto, com todo o meu corpo e espírito... que é você!


Essa certeza deixa-me livre para errar de vez em quando. Afinal, o que é perfeito transcende a humanidade. Não é da Terra.


Os beijos vem... e abraços, também. Brincadeiras bobas como "brincar de respiração artificial" são o tino da noite. Ah! Como eu realmente sou louca por você!


Minha vida, meu mundo.

Vamos colorir os céus do amanhã, juntos, amor... e que sejam para nós os bons presságios.

Sempre os bons presságios.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Construir um amor...

Estive pensando estes tempos... o que faz, qual coisa nos incita a esta busca frenética pelas magias de um príncipe encantado... o qual apareça em um cavalo branco. Homem sem história, se bem se pensar. Porque a busca pelo inédito ou pelo tropeço no homem da vida da gente. Ou princesa encantada, por que, não? Quando se fala de amor... compete-se a todos os gêneros.

Será que as pessoas pensam em "construir um amor"? Sim, como a amizade... que é construída aos poucos. Dia a dia aquele ser o qual nos compraz e nos faz rir passa a ser tão especial, que já não é possível passar uma semana sem algum contato: um almoço, um scrap ou um torpedo (para os moderninhos), um telefonema. Aquele espírito o qual ali habita, já faz parte de nós. E tudo começa com uma simplicidade... e depois de anos até chegamos a nos questionar: "porque nos tornamos amigos, mesmo?".


Diga-me, então, porque no amor não poderia ser igual? Talvez, diferentemente dos casamentos arranjados... e muitas vezes não aceitos, outras vezes concordados (já que não há opção)... poderia-se haver uma proposta pessoal. Não falo de contratos ou coisas formais. Mas, optar por: construir um amor.


Um olhar, um caminhos a dois. Vamos seguir juntos?


Claro que... isto, também, não poderia se fazer aleatoriamente. Talvez possa até ser um caminho mais longo de busca, ainda mais no nosso "ocidente"... sociedade na qual tudo é considerado muito descartável, substituível, efêmero... as pessoas começam as coisas com o sentimento de "se não certo, vamos para o próximo". Conceito, este último, que é "completamente" encerrado na frase "a fila anda". Argh! Tenho calafrios com esta frase.


Construir um amor. Parece-lhe uma boa proposta?

Um amor com boa fundação... bases sólidas, conhecimento mútuo e opção por "ficar junto"... apesar das diversidades da vida.

Conte-me: você já tinha pensado sobre isso? Você já, em algum momento da vida, "construiu um amor"... por necessidade, opção ou acaso? Como foi? Como é para você?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Na bandeira do contra-mão...

As pessoas vivem dizendo por aí e cantando o que fariam diferente... que seriam mais, teriam feito mais pausas na vida, olhado mais para os lados e encantado-se mais com o mundo.

Levantando a bandeira do contra-mão - só para não perder o costume, se eu pudesse... eu queria poder ser menos, para me adequar melhor a este mundo.

Ser menos céu, mais terra, pé firme. Não me importar com os fumantes os quais jogam bitucas na rua. Não me preocupar com o imposto não pago pelas empresas. Nem me importar com o lixo nos rios. Cantar menos e sonhar menos. Sentir menos amor pelo outro e mais por mim. Não me importar em trabalhar por bem pouco, para, ao menos trabalhar mais. Não ter me preocupado tanto em ser tão boa aluna, pois, os que não foram... percorrem sucessos por aí. Ser menos ilimitada. Saber menos. Não me importar tanto com questões ergonômicas. E, também, pegar todos os flyers entregues no sinaleiro. Ser menos "alta voltagem". Não me importar em "pagar" o 'flanelinha' - deixar de acreditar que "o pagar" o mantém naquela atividade tão vil. Eu não daria tantos ois e sorrisos. E se eu pudesse seria mais fria. Enviaria respostas curtas e despreocupadas para todos. Não me importaria em repassar piadas inúteis. Gostaria de ser menos coração e ser mais razão. Não me dedicaria tanto a conversar e passar minhas ideias ao mundo. Nem me importaria mais em dedicar-me a rir das pequenas coisas, como cenas em finais de filme... as quais, hoje, realmente me emocionam. Sairia do cinema antes do término da passagem dos créditos. E nem pensaria no mundo como um ser complexo. Eu queria ser menos sinestésica e contentar-me mais com o que já tenho. Não arrumaria a fonte, cor e tamanho das minhas mensagens de e-mail. Não corrigiria erros em livros, nem reclamaria dos defeitos em produtos. Se eu pudesse, não ligaria para as confecções que vão até o número 42... e nem que as cores da moda não estão disponíveis para todos. Eu gostaria de não ligar se estou só... e se não tiver filhos. Eu teria menos defeitos. E teria comprado a máquina descartável com preço absurdo naquela loja em Salem, no Oregon. Eu teria feito mais fotos com o tema "não tenho medo de ser ridícula". E me importaria menos se alguém não gostasse de mim.

Poderia até não ser eu, mas passaria frente ao mundo de forma mais amena e perene...

E, enfim, talvez eu poderia viver... enfim.
Com muito menos. Menos essência.
Viver mais, então, do que não sou... para me afinizar ao mundo próximo, ao mundo ao qual eu pertenço e... de certa maneira, do seu jeito "meio torto", acolheu-me, aqui, junto a ele... para um crescimento em comum (ou incomum).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vai e volta...

Sou eu quem precisa de ti, agora.
Deitar no teu colo e sentir as tuas mãos agradando minhas costas.

Gosto de sentir o teu calor... o qual me completa.


Compraz-me, também, deitar-me em teu peito quando me sinto assim, sem rumo certo.

Parece que me conecto a ti e fica tudo bem.


Teu coração bate e alinho-me ao teu ritmo.

Batidas que revivem o meu ser...


Ouço tua alma. Tu me chamas de "pequena".

E dali não quero mais sair.


"Posso ficar aqui pra sempre?" - pergunto-te.

Tu, que com palavras nunca me respondes... fitas-me e eu já sei.

Dissestes-me um sim
.

A cadeira balança... com uma pequena impulsão...

Tu és assim, sempre me movimenta.

E lá vamos nós.

Vai e volta...

Tuas mãos afagam meus cabelos.
E tu me acomodas em teus ombros.


Encolho-me... recolho-me. E tu me aceitas.

Sinto meu corpo todo se aquecer, com sua energia de amor.


O balanço vai e volta...


Vai e volta...


E, nos teus braços, regojizo-me...


E o balanço vai e volta...


Vai...


Volta.


Volta.


Volta.


[Preto, eu preciso de ti. Alimenta-me? Alimenta-me...]

domingo, 11 de abril de 2010

Encontra-me...

Desejo me perder nos seus lábios... e nos longos e breves beijos dados a mim... Perder-me no ato da busca do encontro de nós dois. Quero me esvair nos seus braços e ser firmemente presa em ti... no teu amor maior.

Desejo me perder na íris do seus olhos, momento em que busco o que há em teu interior, o qual tanto me fascina.
Perder-me no toque da efêmera pele dos seus dedos, quando percorre meu corpo freneticamente, em busca de me sorver. Quero me deleitar no som da sua voz ante aos ouvidos meus...

Desejo me perder me cada cm² do seu divino corpo, decente alma que tu tens.
Perder-me nos atos reflexos da respiração profunda no encontro. Quero me esvair nos singelos momentos em que não fico mais aqui, ao estar seu lado.

Olhos em tom sépia... de que cores realmente são?
De ti me persegue uma lembrança atacada e momentos efêmeros de um tempo que já se foi. Do encontro que nos fez um... às vezes sou arrancada com pressa... para o retorno à realidade.

Vasto desejo de me encontrar nos momentos que me vou.
Encontra-me, já lhe disse... Mas, não me encanta na possibilidade do reencontro vil.

Ah! Eu quero me perder nos seus encantos reais.
E seu ardor... que me toca a pele dos lábios molhados... À lembrança de cada desejo do olhar e carinhos seus.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ilusão...

Já sei, tu eras ilusão!
Criação minha a qual me comprazia!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Do bege o brotar...

Os tons em sépia fazem-me confundir-te com a terra.
Chão firme, repleto acender... que repica e se vai.
Do marrom espera-se o nascimento,
Do bege o brotar... com a luz intensa do amarelo-sol.
Tuas curvas sugerem a beleza de um ser em construção.

Caminhar frente e avante a ti, é possível?
Que caminhos tortuosos tu revelas?

E os que escondes? Que fazes com eles?

Fecha-te em ti... e me repeles.

Como erva daninha, a qual sei que não sou.


Eu sou água, sou vida...

Deixa-me me entrar? Deixa-me...

Assim inundo teu ser e faço o que vim a ser.

A água sem ti, também, não tem motivo de existir.

Precisa ser sorvida... se não, evapora...


Sei que ao entrar eu serei, sim, repleta das tuas vitaminas.

Repleto ser o qual me fascina, em seus vãos.
Pega-me pela mão, então, desfaço-me... sou gelo.
Amolece-me a aquece a minh'alma...

Deixa-me fluída... para, assim, ter direito a percorrer...
Seu divino, sedento e repleto ser.

domingo, 14 de março de 2010

Do canto da caixa.

Mamáe, du tanto da taxa, em tada tanto eu ti poculo
Quelo incontá vucê e ti deixá bem pequinininha...
Pá eu ti levá ondi eu fô.

Num quelo ficá suzinha nu iscuro.
Nem quandu eu fô gandi...
Vo ti botá na minha bosinha que vucê custurô.
I ti levá cumigo.

Ti amu.
I agola, táu.

sábado, 13 de março de 2010

A respeito das almas gêmeas...

Há algo tão bonito nas filosofias, principalmente naquelas as quais falam de vida pós-morte física: a existência de almas gêmeas.

Não sei como se dá o processo, nem me lembro de ter especificamente lido sobre sua criação, mas já é bom imaginar que a nossa criação em espírito pode ser repleta de magias, inclusive no que se refere ao rebento, pontual, de outra alma, a qual nos faz sermos um.

Já ouvi falar e o conceito se afiniza a mim dos enunciados das filosofias que nos dizem que a Terra é somente uma célula de um organismo maior, vivo. Será Deus? Não sei, mas vejo uma relação entre o átomo minúsculo que estudamos e o sistema solar, por exemplo.

Partindo do princípio que o universo se forma em pares e nós fazemos parte do universo, daí podem se explicar as almas gêmeas. Positivo e negativo, macho e fêmea, noite e dia...

Parece que há filosofias que explicam a existência de 7 almas gêmeas. Alguém que lê pode discorrer sobre o fato?

Mas, uma já está bom, não é? Bem que, acredito que temos vários tipos de almas gêmeas. Espíritos distintos que experienciam o amor de casal, o amor de irmão, o amor de amigo! E até inimigo - será? Neste último não tinha pensado anteriormente, mas me veio a mente.

Mas, como se dá o descobrimento dessa afinidade? Paulo Coelho nos discorre no livro Brida sobre a luz verde sobre o ombro que nos indica o encontro da nossa alma gêmea. Mas, é necessário um quê de vidência para ver tal informação?

É! Tudo que é relativo ao espiritual a ao além mar encanta-me. Ressurgiu-me o questionamento sobre a alma gêmea ao ver, ao prantos, o último capítulo da novela Alma Gêmea, a qual terminou sua reprise no Vale a pena ver de novo, da TV Globo.

Como é linda a cena da regressão do casal principal da novela, além dos pares que se formam no final do capítulo. Eles aparecem em cenas de regressão de vidas anteriores aos pares e não necessariamente em gênero de representação masculina e feminina respectivamente. Em algumas vidas aparecem com o mesmo gênero.

Será, então, que há possibilidade de um mesmo par ter, na vida terrena ou na vida em outros planetas, estágios de alma gêmea: irmão, amigos, amor? A pergunta se deve a minha crença de que retornamos no mesmo círculo de conhecidos afins, para o burilar da alma.

Grande conhecer da vida eterna ante nós. O mundo é mundo há muito tempo. O universo, então... nem se fala!

Perdemos de conta o tempo no nosso entender terreno. Mas compreendemos no nosso entender espiritual. Podemos, lá, até acessar o arquivo da Terra.

Já diziam os filósofos: há muito mais entre o céu e a terra...

Diga-me, já encontrou alguma ou a sua alma gêmea? Como foi? Como é?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Percorra, enfim.

Dentre os atos quadrados ao meu lado.
Remeto-me aos fatos redondos de seu ser.
Ínfima presença que me percorre a veia.
Células invasivas, seringa que me pica.
E num estado latente de rendição.
Tua mente eu deixo ao relento.
Sempre frio que me comove.
E me move frente a ti.

Sai, grita e corre batendo por aí.
Será que não enxergas a porta.
É triangular! Tu, inteligentemente me reluz.
E pergunto a ti: e daí?
Qual é pepino me tu insistes em trazer a frente do teu tempo?

Pega a faca e corta pela raiz.
É redondo, não fará diferença nenhuma.
Na verdade, o que importa é a miscelânea!
O ato de mesclar, sem dúvida.
Na verdade, o ato mais complexo se reduz no ato de incluir.

As faces tem que se encontrar...
Encontrem-te, enfim.

Aliás, chega, agora vou eu em sentido de uma reta.

Palácio de Cristal

[Desenho do Palácio de Cristal. Uma das primeiras edificações da Terra, habitada pelos primeiro habitantes extra-terrenos, imbuídos para fazer o bem. Desenho inspirado na sessão do Centro Espírita, no trabalho para médiuns, nesta última segunda-feira.]

segunda-feira, 8 de março de 2010

Para cumprir o ritual...

Este é o post do dia 08... rsrsrs.

Às mulheres, lutem pelos seus direitos de respeito ao seu corpo, a sua vida... aos seus ideais.
E, aprendam... se há algo errado... é sempre necessário agir no começo!
Não deixem, seja o que for, se te incomoda e incomoda a outros, passar em branco... passar muito tempo!
Sempre, em frente, mulheres!
Bjoka!
The

sábado, 6 de março de 2010

Meu menino.

Meu menino!
Esse devaneio de ser...
Precisas de mim? Agora?

Recostada em um balanço eu estou e tu chegas de mansinho.
Estás cansado, do dia de trabalho...
Eu te olho, com todo meu amor...
O meu sentimento chega e alcança teus olhos, teu corpo...

E me respondes com teu sorriso maroto.
Teus olhos semisserrados, por causa de teus lábios em ascensão, fitam-me.
Abro meus braços em sentido de acalento e te recebo, enfim.

Tu recostas tuas costas em meu peito.
O balanço de pano em forma de concha cede à força do movimento e começa a badalar...
Tuas costas estão frias, devido, talvez, a um excesso de ceder o qual é particular seu.
Sempre te doa!

Teu tronco acomoda-se no meu... e tua cabeça pende entre meu ombro direito e meu rosto.
No sentido de conectar-me a ti, respiro em teu ritmo, ora lento, ora profundo.
Minha pele aquece tua pele...

Lentamente dos teus ombros desço minhas mãos, que chegam ao encontro das tuas...
Nossos dedos se entrelaçam e sinto que tu tremes...
No instinto de te proteger trago seus braços no sentido do teu tórax.
Reconforto-te em um abraço firme e te digo ao pé do ouvido: "meu bem, calma... fica em paz... eu estou aqui."
Lentamente teu corpo relaxa... encostas tuas pernas nas minhas, as quais já estão nuas...
Sim, pois é tarde da noite... e só estava a tua espera para em um sono e sonho bons entrar.

Depois de algum tempo tu te viras e deitas com o teu peito sobre o meu...
Aproveito o momento para pegar a nossa manta, a qual estava logo ali, aos nossos pés.
Deslizo a manta pelo teu corpo e tu suspiras com resquícios de alívio...
Então, envolve-me em teus braços e ficamos ali.
Sinto teu coração batendo... alinho-me em teu ritmo.
Respiro no contrarritmo...

E depois de um tempo, ouço, longinquamente aos meus ouvidos, tua voz dizendo "eu amo você, pequena!".

Assim, adormeço contigo... nossos corpos se aquecem, tu descansas, recupera-te...
E, por fim, sinto aqui, dentro de mim... a tua alma novamente sorrir.

[reconforta-te em meu ser, meu menino. quero te ver sorrir sempre e a cada momento, preto. inspiração em vida. sinto-me, plena, enfim.]

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Mônica com peitos??

Nem quero imaginar, então, o Cebolinha com pinto!

Na verdade, o título foi a primeira reação quando vi Turma da Mônica Jovem. A segunda surgiu agora, mesmo, para não perder o embalo. Mas, engraçado... tudo para mim em relação a Turma da Mônica Jovem soa estranho! Indago-me se é uma questão de costume.

Como assim o Cascão, agora, toma banho? E a Magali cuida do corpinho! E a Mônica com peitos?? E o Cebolinha com...! Gente, é uma revolução mental que passa pela minha cabeça.

Era tão divertido chegar em casa, rasgar aquele envelope de plástico cinza... e simplesmente devorar as revistinhas da Turminha. Aqui em casa a gente ficava quase sem fôlego, querendo sugar a próxima história! E aqueles passatempos, mó legal fazer...

São tantas as memórias que a Turma me remete!

Lembro que quando pequena - e meus permanentes nos cabelos... uns cachos, que só - estive no Parque da Mônica em São Paulo junto com os meus Pais e minha Mana. Era tão interessante descobrir a magia do desenho animado. Até participamos de uma "cena" com cromaqui, na qual eu me abaixava em uma estrutura de madeira... e na tela parecia que eu entrava em uma caverna! Na época, nem imaginava o que era um cromaqui.

Tudo parecia tão mágico!

Visitei, também, a exposição dos Quadrões pintados pelo Maurício de Souza. Nela tinha uma das estátuas mais lindas da história: "Cebolinha - o pensador!" - risos. Nossa, tudo muito bom.

Tetê Espíndola cantando no filme da Mônica é algo muito presente na memória de minha mãe. Ela cantava na parte de uma sereia, se não me engano, ou a Tetê era a própria sereia - alguma coisa assim.

Enfim, sei que tudo cresce - os filhos crescem, os gatos crescem -, as coisas mudam...

Dizem que quem sabe o jeito é manter a magia dentro do peito e anunciar-se ao novo!

Tá, tudo bem, a gente até faz um esforço... mas, fala sério, Cebolinha com pinto, difícil de aceitar... hahaha...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O poder da redenção...

O poder da redenção
Que se abate sobre mim
E me faz ajoelhar perante ao próximo
Ao altar de Deus.

Regozija-me com amor
E louvor aos céus
Sem me preocupar com as feridas
Pois todas elas se curarão.

Mergulha-me no balde de bênção
Para que doar eu possa
Todas as bênçãos que receber
As quais de tanto necessitam o mundo.

Olhai por nós, meu Senhor
Seus servos filhos
Servos eternos
Em igualdade e amor.

Assim seja!

[texto inspirado durante o trabalho no Centro Espírita. Dá até para fazer uma canção gospel... rsrsrs...]

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Como eu amo a arte!

Hoje estive no centro. E sempre que estou lá aproveito para dar um pulo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná - MAC.

Ele é uma casa na esquina da Rua Emiliano Perneta com o início da Rua Des. Westphalen. Uma casa "antiga", mas bem conservada.

Hoje ela estava praticamente vazia, mas, no final, na minha saída, lá estava uma pessoa da família que trouxe o cinema do Rio de Janeiro para cá.

Se não me engano minha irmã já participou de uma seleção para o Salão Paranaense... (será?). Mas, se não foi... há algo que é verdade, ela já expôs lá. Mas não me lembro da obra. Que vergonha! Acho que até tirei foto... (!).


Vamos fazer um esforço! Ah! Lembrei! Trabalho com suas bolas de luz! Seus fotogramas feitos no Laboratório do DeArtes da Federal. Hmm... tenho uma foto super joia... Vejam aí!


A exposição era intitulada Possíveis Conexões!

Mas, voltando ao assunto principal, que não é a Thais... rs...

O MAC inaugurou no dia 29 de Outubro de 2009 o 63º Salão Paranaense! A exposição vai até 1º de Março deste ano.

São as mais diferentes obras as quais se possa imaginar... e têm obras interativas, também! Gosto muito de obras interativas... o expectador como ator é interessante.

Não sei se é um projeto comum, mas creio que os artistas deveriam deixar câmaras ligadas próximas às obras. Para ver a reação das pessoas.

Hoje eu estava sem a minha câmara... mas, até que foi bom... pois, não vi tudo quadrado, ou melhor, retangular.

Este salão mexe muito com o sensorial! Há sons, vídeos, uma linda dança de "tango sinta a música"... e em algumas obras a vontade que dá é de tocar, sentar. Morri de vontade de abrir os livros da estante com vários livros numerados. Morri de rir num dos cantos da escada e achei genial a obra chamada "Dobra".

Procuro não ler muito as títulos das obras, pois gosto de voar. Mas a dobra chamou-se atenção. Pregos e fios em um canto, sequenciais formam um rede... que parece saltar da parede e estar em 3D. A sombra enfatiza a dobra e ela se faz e desfaz ao nosso olhar! Muito interessante!

Há, também, o olho que tudo vê! E você vê pelo o olho. É incrível, é um furo com uma lente pela parede através do museu. ATRAVÉS! Você pode observar a rua! E dependendo da distância a qual se posiciona, o olho serve como lente de aumento. Um pouco difusa, diga-se de passagem. Mas, instigante. Você entra no quadrado e senta... e depois começa a sua diversão!

Hm... tem outro projeto que vou mostrar prá vocês! Realmente, literalmente! O dos azulejos! Eu peguei o último envelope!! (segundo a segurança, que se esgueirava cadeira abaixo!). Mas, tudo isto mais futuramente.

Quem puder dar uma espiada lá, vale a pena!

Ah! E o melhor! A entrada é franca!

SERVIÇO
MAC
Rua Des. Westphalen, 16
Curitiba - PR -
80010-110
(41) 3323-5328
www.mac.pr.gov.br
mac@pr.gov.br
3ª a 6ª - das 10h às 18h
sábado e domingo - das 10h às 16h