quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Ainda (meu) Buarque...

Você me inspira e me faz romântica, mais do que sou. Você seria minha dança preferida. Daquelas conexões boas que tenho com somente alguns seres. Você é passarinho, livre. Olho pra ti e fantasio. Percorro espaços em mim por vezes esquecidos. Vulnerável. Sinto-me vulnerável. Encontro-me. Reencontro-me. Talvez você seja o despertar comigo. E sinto-me navegando, por vezes, na tempestade em alto-mar. Você me conecta e faz-me delinear dizeres em papiros vãos! Feito. À mão. Pedaços de coisas que se vão. Pedaço que permanece, pois nada esvai-se, tudo transforma. Amorfo. Morfo. Forma. Eu fico, assim, mais excêntrica do que já sou, girando. Cantando em espaços desconhecidos. Passos. Vontade de te ter assim de algum modo, de modo algum, no dia dia. Real e palpável. Pronto a flutuar. Você me faz vontade de dar conta do mergulho interno. Do eterno que existente em ti e em mim. Com as mãos trafego nelas, que partes são minhas e em mim: as lembranças (de criança). . em 10/10/2021