sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

1,2,3...

Aqui lembro-me muito de ti.

Inicialmente me toma o movimento de nostalgia e hora de revisitar: lembrança da casa dos meus avós e tia. O pensamento voa... O chão batido me encanta os olhos e preenche-me com as lembranças do que um dia foi. Outras pessoas me passam a mente, mas nenhuma se encaixa perfeitamente aqui a não ser ti.

Meu olhar de cumplicidade se revela. E por um instante é como se eu pudesse tocar o seu rosto e sua mão. Parece que cantamos e bailamos juntos em um sonho de dia que transfigura certa presença do luar.

Nem o tilintar das vozes de outros ao meu redor dispersam-me da sua imagem.

A conexão intrínseca do amor de faz. Parece-me que sua face combina com minha visão. É como se eu pudesse contorná-lo e torná-lo real, enfim. Troque teu olhar com o meu. Ouve a música?

Beija-me aqui na face!

Há o momento inato em que me desarmo, em que minha nudez vestida se entrega a ti e lanço-me sem a cogitação de me doar ou não a, enfim, ser encantada pelo infinito do seu olhar. Vejo-me na convergência dos raios. Naquele ponto no qual não me dissocio do que é você. E, por vezes, isto me intriga. E, por outras, isto me compraz.

Em um ímpeto de criança impulsiono-me do ato de apertar seu nariz: "blim-blom..." e... ah... o sonho se desfaz.

Cadê você? Hmmm... já entendi... é... pique-esconde! Assim... conto de 1 a 100 e retravo a percorrer as possibilidades de lugares a te encontrar... os quais vão desde os cantinhos das minhas memórias aos lugares, curvas e cortinas nas quais tem as múltiplas possibilidades de vida.

, 1,2,3...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Retrato do Imaginário Real - I



Lá estava ela, altiva, grávida, linda. Um passeio no shopping mall. Ficou em minha memória. Certamente esta é minha realidade emprestada da sua real face e corpo. Seu cabelo era louro, talvez um pouco mais liso e curto. Meio despontado. A roupa negra percorria o corpo e parecia esvoaçar ao caminhar. Delicada, presente. Com muito cultivo a fazer. E agindo no estado de graça de carregar um ser dentro de si.

Agradeço a Helena Colliny por ter me inspirado a começar a desenhar novamente.
É ato simples, mas é meu ato de ver o mundo... de revelar meu imaginário e meus carinhos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ah, o conforto!

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HOMENAGEM À ÚNICA EXPRESSÃO - QUE FICOU NA MEMÓRIA - DE UM TEXTO QUE EU LEVEI 1 HORA E MEIA PARA ESCREVER E QUE... PUFT... SUMIU!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Romantizar: difuso transtorno obssessivo compulsivo

Romantizar. De repente tudo se apaga. E isto ocorre por inúmeros momentos no dia. Meus momentos de romantizar a cada passo. Você inexiste. Na realidade percorre o mundo dos mortais, mas não sabe que percorre a minha mente. Pervertida mente que insiste em romantizar o imaginário. Romantizo desde o seu silêncio à presença de sua ausência. Desde as palavras não ditas, ao ínfimo tilintar de meus pensamentos os quais me invadem e me fazem arrepiar em determinados momentos. Instinto que pode ser definido como arte de se amar. Nos não raros momentos que pisco lá está você na minha escuridão imperceptível. Você vem. Nada fala. Mas de mim já é a tua vida. Interpreto sua existência a meu favor. Transtorno. Sua ausência a mim significa o ato de um dia poder te ter junto. Significa que, certamente, ao sair poderei encontrar-te no portão a clamar meu nome: "eu quero amar-te". Você existe e aparece em atos nos quais meus dedos percorrem meus poros e a cada intervalo de tempo entre o sentar e o levantar. Sua boca toca a minha em lembranças tenras que me percorrem o dia, as horas os ponteiros daquele que insiste em me dizer: "o tempo passa". Sinto-te cercar-me. Obsessão que eu tenho em querer-te sem ao menos tu saberes quem sou. Porque assim decidistes em dado momento. Você vem ao meu encontro nos bares: "ah, desculpe-me..." diz ao esbarrar em meu rum e manchar a minha pele. Sinto-te ao olhar da janela e ao sentir a seda lua percorrer minha tez até o chão. Você me encontra nos momentos em que cerram meus olhos ao som do tango que toca o fundo. Ou na espera em uma fila qualquer. Quero-te e sinto-te no olhar do passante. Ou quando meus lábios temem em querer olhar aquele e dizer: "é você?". Compulsivamente busco-te em cada gesto e movimento onírico de outro alguém. Agito-me ao não sentires minha presença. E quero gritar quando ao meio da via chego: "estou aqui, vedes tu?”. Plena, cheia, vibrante ser estou e sou. Mas minha voz não sai. Acordo de um dos imperceptíveis momentos em que tu és de mim, nos quais tua existência inere de meus assomos compulsivos. De um transtorno que insiste em me obsidiar compulsivamente sem remédios e nem dor. É a seiva que me alimenta, assola-me em sua busca. Porque tu és amorfo. Só obténs forma de tempo em tempo, ao piscar de meus olhos e nas lembranças as quais fazem e refazem esta morada vadia e inefável em mim.