Se eu pudesse eu inventaria o nosso amor.
Então, chamaria-te para o encher de ternura.
De ato simples de compreensão, passaríamos a um complexo de nós dois.
Sólida estrutura, fortificada por nossas crenças e ideais.
De ti faria a cabana.
E a ti ofereceria pousada.
Eu chegaria a ti, daria-te a mão e te diria: "quer entrar?".
Da conexão de dois corpos o surgimento de uma alma.
Longínqua ligação a qual sinto.
Abraça-me sem medo, agora.
A ti, portanto, evocaria devida criação de intimidade.
Devido ato de criação de nós dois.
Sentença já assinada pelo ato que já vi e do que sou.
Evoca-me!
[escrito deitada na cama, em 30/05/2010, ao som da música Pernambucobucolismo, da Marisa Monte - CD Infinito ao meu redor]
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A respeito do seu anjo da guarda...
Querido, todos nós temos um protetor... um ser de luz que nos acompanha em todos os nossos momentos. Dando-nos luz para seguir os caminhos da vida. Esse ser de luz pode ser chamado de mentor, anjo da guarda e tem outros nomes nas diversas religiões. É um amigo, fiel e companheiro... o qual nos auxilia nos momentos bons e nos momentos tristes. Mas, o auxílio somente chega quando pedimos... pois é o momento no qual o anjo tem a sua autorização para ajudar. A nós foi dado o livre-arbítrio... o qual deve ser usado com responsabilidade, pois, é como falam: a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Há uma oração a qual, normalmente, aprendemos ajoelhados ao pé da cama... quando crianças. Mas, como a nossa criança sempre está dentro de nós... mesmo quando somos adultos... sempre é tempo de aprender. Não mais ajoelhado precisas ficar... mas com a oração com fé, mesmo deitado... tu obterás as graças, meu querido. A oração da qual falo é essa: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Se a ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém". E busque nos momentos de tristeza voltar-se a Deus, ou a um ser maior e iluminado o qual acredites. Os nomes são da Terra. As divisões são da Terra. Mas, o Deus... ser que nos alumia e protege o universo... é um só. Segue confiante nos teus caminhos... e busque sempre ornar os bons pensamentos... para que tu recebas o que é bom, em troca. Vibra o amor. Vibra o bem. Fica em paz."
[mensagem inspirada - do meu mentor... para um amigo. em 31/05/2010. considerei interessante compartilhar.]
[busquei a imagem no google com o tema "anjo da guarda". infelizmente perdi a referência do site].
[mensagem inspirada - do meu mentor... para um amigo. em 31/05/2010. considerei interessante compartilhar.]
[busquei a imagem no google com o tema "anjo da guarda". infelizmente perdi a referência do site].
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Como universo ao meu redor.
É hora de mudar e jogar fora o medo em mim, em ti, em nós. É hora de erguer a bandeira de que somos o todo e nunca estivemos só. Veja o irmão ao lado, a árvore que respira o ar que compartilha com você. O sol te aquece e com o seu calor você pode aquecer a bebida que deseja beber. Chega de dizer que você não é nada, menina, menino! Veja o quanto você é 10, grande, imenso e faz parte do universo. Você, que é vida, sempre existirá! Aqui... é só um exercício, que deve ser tomado com responsabilidade. Mas, é SÓ um exercício! Então, jogue-se no mundo das coisas boas! Arrisque-se! Enfrente seus medos... pois, como diz um conhecido meu: "o medo é SÓ um sentimento!". Curta seus dias... as pessoas vão e vem... deixe-as fluir em toda sua glória... Tudo é passageiro, mas é MUITO BOM! Curta seus momentos sem pesares! Ame, sem limites! Esqueça... quando necessário for. Lembre-se, você é eterno. As coisas e as pessoas não deixam de ser suas quando se vão. Afinal de contas, nada é seu! É tudo emprestado! E essa... é SÓ uma experiência. Uma MARAVILHOSA E TERNA experiência. Mas É SÓ uma experiência! Lute pelo bem, pratique o bem, dedique-se a ele. Ligue-se ao divino. Mexa-se, cresça, partilhe! COMPAREÇA!
É como canta a Marisa Monte:
"Graças a Deus, um passarinho
Vem me acompanhar
Cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Tão só, tão só
Com o universo ao meu redor"
[da Música: Universo ao meu redor]
É como canta a Marisa Monte:
"Graças a Deus, um passarinho
Vem me acompanhar
Cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Tão só, tão só
Com o universo ao meu redor"
[da Música: Universo ao meu redor]
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Vida corpórea.
Nada de incomum naquela noite... um bar, velas e sozinha na mesa, como usual. Ouvia ao fundo os passos os garçons e as músicas que saíam de um bom e velho jukebox comprado há quinze anos. O bar simplesmente não era meu. E não o tinha por falta de oportunidade.
Minha história inicia no dia da compra dos LPs. Ele era moreno, alto, tinha o corpo esguio, mas forte, moderadamente. Nada exagerado, mas ele exalava um quê de mistério. E vendia os discos dos quais eu precisava. "Quanto"? - perguntei. E ele me respondeu: "use à vontade, quando quiser de volta eu aviso". Devera saber que nada vinha de graça.
A música que tocava lembrava-me Janis Joplin. Um ar de sensualidade com gritos exalados por cordas vocais mal tratadas. Não percebi quando se aproximou. "Quero-os de volta!". Foi essa a frase, simples, seca e direta. Ela me reportou ao passado, a promessa feita e ao benefício oferecido. Quem teria 15 anos de música gratuita e não seria assim o fim? Olhei para o alto lá estava ele, um pouco mais robusto e como ar encantador que a idade oferece aqueles de bons ares. Quase não o reconheci.
"30%, se não se importa". 30% de quê? - pensei eu. E disse: "perdão, não compreendi..." Ele repetiu: "30%". Minha mente já não respondia. Encontrava-me dentro de uma ambulância a caminho do pronto-socorro. As sirenes rodavam e gritavam. Aquele barulho importunava-me.
Passaram-se 30 dias. "Acorda, acorda...". Meus olhos abriam lentamente o meu corpo flutuava sobre a mesa. "Hahaha..." - eu ouvia risadas de crianças ao fundo. De um embaçado sem fim me chegaram a imagem de duas pessoas vestidas de branco. Eram médicos, creio eu. Escuridão.
Mais 60 dias. "Ela está aqui, mamãe... Venha ver, venha ver... logo vai acordar!". As mãos daquela animada criança tocavam os meus dedos da mão esquerda. Voltei abruptamente.
"AH!" - gritava meu corpo. "Afastem-se!". Abro os olhos, sem nenhuma dor... um choque elétrico que percorria o meu corpo se manifestou a minha latente retina. E eu cai.
Tum! Tum! Tum! Tu tum, tu tum, tu tum... tuuuuuuuuuuuuuuuu...
Tudo branco.
Era um quarto comum. Fora da UTI há três dias. Que alívio. Depois de um tempo aquele homem voltou. Sua robustez dentro do terno branco me alinhava a uma não existência corpórea.
"Onde estou?" - olhei para ele. Perguntei, o som saiu... mas não mexi os lábios. "Melhor se perguntasse como você está" - ele me disse e continuou - "Missão cumprida, Dundys".
[continua, em algum outro dia frio da humanidade...]
Minha história inicia no dia da compra dos LPs. Ele era moreno, alto, tinha o corpo esguio, mas forte, moderadamente. Nada exagerado, mas ele exalava um quê de mistério. E vendia os discos dos quais eu precisava. "Quanto"? - perguntei. E ele me respondeu: "use à vontade, quando quiser de volta eu aviso". Devera saber que nada vinha de graça.
A música que tocava lembrava-me Janis Joplin. Um ar de sensualidade com gritos exalados por cordas vocais mal tratadas. Não percebi quando se aproximou. "Quero-os de volta!". Foi essa a frase, simples, seca e direta. Ela me reportou ao passado, a promessa feita e ao benefício oferecido. Quem teria 15 anos de música gratuita e não seria assim o fim? Olhei para o alto lá estava ele, um pouco mais robusto e como ar encantador que a idade oferece aqueles de bons ares. Quase não o reconheci.
"30%, se não se importa". 30% de quê? - pensei eu. E disse: "perdão, não compreendi..." Ele repetiu: "30%". Minha mente já não respondia. Encontrava-me dentro de uma ambulância a caminho do pronto-socorro. As sirenes rodavam e gritavam. Aquele barulho importunava-me.
Passaram-se 30 dias. "Acorda, acorda...". Meus olhos abriam lentamente o meu corpo flutuava sobre a mesa. "Hahaha..." - eu ouvia risadas de crianças ao fundo. De um embaçado sem fim me chegaram a imagem de duas pessoas vestidas de branco. Eram médicos, creio eu. Escuridão.
Mais 60 dias. "Ela está aqui, mamãe... Venha ver, venha ver... logo vai acordar!". As mãos daquela animada criança tocavam os meus dedos da mão esquerda. Voltei abruptamente.
"AH!" - gritava meu corpo. "Afastem-se!". Abro os olhos, sem nenhuma dor... um choque elétrico que percorria o meu corpo se manifestou a minha latente retina. E eu cai.
Tum! Tum! Tum! Tu tum, tu tum, tu tum... tuuuuuuuuuuuuuuuu...
Tudo branco.
Era um quarto comum. Fora da UTI há três dias. Que alívio. Depois de um tempo aquele homem voltou. Sua robustez dentro do terno branco me alinhava a uma não existência corpórea.
"Onde estou?" - olhei para ele. Perguntei, o som saiu... mas não mexi os lábios. "Melhor se perguntasse como você está" - ele me disse e continuou - "Missão cumprida, Dundys".
[continua, em algum outro dia frio da humanidade...]
domingo, 9 de maio de 2010
Em nosso lar...
Adoro quando chego em casa e você está aqui. Por vezes até me esqueço de que ainda não fiz prá ti uma cópia da chave de casa. É! Você sempre arranja um jeito de entrar, seja encontrando o meu esconderijo "secreto" da chave reserva... ou passando na casa dos meus pais e dizendo: "empresta a chave? quero fazer uma surpresa!". E eles emprestam... pois sabem do meu amor por ti.
Você fica deitado no sofá. "Pronto pra te ver, amor! Sempre, sempre!". Como eu adoro seu sorriso quando você olha pra mim ao chegar em meu, em nosso (vai!) lar!
Você já tem lugar cativo na casa. Seu violão e partituras: logo ali. Por vezes me liga depressa: "amor, esqueci o violão! vê se pode!? posso passar aí e pegar?". Como eu posso dizer não? Passa um tempo... você entra correndo, pega o violão, olha pra mim e diz: "só você mesmo, meu bem, pra cuidar de mim desse jeito!". Como se não fosse o contrário... você sempre cuidando de mim...
Mas, lá está você! Eu entro pé ante pé. E você sempre se acorda! E a gente cai na gargalhada! Sabe, eu acho que, na verdade, você está sempre acordado e finge que está dormindo só para ver como eu reajo.
Adoro me deitar no sofá com você. "Nada de TV!". E eu sempre concordo! "Vamos ouvir um som!". Então você coloca meia luz na sala... acende algumas velas coloridas perfumadas com anis (o que propicia um ambiente mega fantástico)... e ouvimos o canto de Nina Simone.
Aqueles tons lascivos sempre nos fazem levantar e dançar pela sala... sem compromisso com passos e muito pouco com tempo. Encontramos nosso espaço entre um compasso e outro. E são em momentos como estes que sinto, com todo o meu corpo e espírito... que é você!
Essa certeza deixa-me livre para errar de vez em quando. Afinal, o que é perfeito transcende a humanidade. Não é da Terra.
Os beijos vem... e abraços, também. Brincadeiras bobas como "brincar de respiração artificial" são o tino da noite. Ah! Como eu realmente sou louca por você!
Minha vida, meu mundo.
Vamos colorir os céus do amanhã, juntos, amor... e que sejam para nós os bons presságios.
Sempre os bons presságios.
Você fica deitado no sofá. "Pronto pra te ver, amor! Sempre, sempre!". Como eu adoro seu sorriso quando você olha pra mim ao chegar em meu, em nosso (vai!) lar!
Você já tem lugar cativo na casa. Seu violão e partituras: logo ali. Por vezes me liga depressa: "amor, esqueci o violão! vê se pode!? posso passar aí e pegar?". Como eu posso dizer não? Passa um tempo... você entra correndo, pega o violão, olha pra mim e diz: "só você mesmo, meu bem, pra cuidar de mim desse jeito!". Como se não fosse o contrário... você sempre cuidando de mim...
Mas, lá está você! Eu entro pé ante pé. E você sempre se acorda! E a gente cai na gargalhada! Sabe, eu acho que, na verdade, você está sempre acordado e finge que está dormindo só para ver como eu reajo.
Adoro me deitar no sofá com você. "Nada de TV!". E eu sempre concordo! "Vamos ouvir um som!". Então você coloca meia luz na sala... acende algumas velas coloridas perfumadas com anis (o que propicia um ambiente mega fantástico)... e ouvimos o canto de Nina Simone.
Aqueles tons lascivos sempre nos fazem levantar e dançar pela sala... sem compromisso com passos e muito pouco com tempo. Encontramos nosso espaço entre um compasso e outro. E são em momentos como estes que sinto, com todo o meu corpo e espírito... que é você!
Essa certeza deixa-me livre para errar de vez em quando. Afinal, o que é perfeito transcende a humanidade. Não é da Terra.
Os beijos vem... e abraços, também. Brincadeiras bobas como "brincar de respiração artificial" são o tino da noite. Ah! Como eu realmente sou louca por você!
Minha vida, meu mundo.
Vamos colorir os céus do amanhã, juntos, amor... e que sejam para nós os bons presságios.
Sempre os bons presságios.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Construir um amor...
Estive pensando estes tempos... o que faz, qual coisa nos incita a esta busca frenética pelas magias de um príncipe encantado... o qual apareça em um cavalo branco. Homem sem história, se bem se pensar. Porque a busca pelo inédito ou pelo tropeço no homem da vida da gente. Ou princesa encantada, por que, não? Quando se fala de amor... compete-se a todos os gêneros.
Será que as pessoas pensam em "construir um amor"? Sim, como a amizade... que é construída aos poucos. Dia a dia aquele ser o qual nos compraz e nos faz rir passa a ser tão especial, que já não é possível passar uma semana sem algum contato: um almoço, um scrap ou um torpedo (para os moderninhos), um telefonema. Aquele espírito o qual ali habita, já faz parte de nós. E tudo começa com uma simplicidade... e depois de anos até chegamos a nos questionar: "porque nos tornamos amigos, mesmo?".
Diga-me, então, porque no amor não poderia ser igual? Talvez, diferentemente dos casamentos arranjados... e muitas vezes não aceitos, outras vezes concordados (já que não há opção)... poderia-se haver uma proposta pessoal. Não falo de contratos ou coisas formais. Mas, optar por: construir um amor.
Um olhar, um caminhos a dois. Vamos seguir juntos?
Claro que... isto, também, não poderia se fazer aleatoriamente. Talvez possa até ser um caminho mais longo de busca, ainda mais no nosso "ocidente"... sociedade na qual tudo é considerado muito descartável, substituível, efêmero... as pessoas começam as coisas com o sentimento de "se não certo, vamos para o próximo". Conceito, este último, que é "completamente" encerrado na frase "a fila anda". Argh! Tenho calafrios com esta frase.
Construir um amor. Parece-lhe uma boa proposta?
Um amor com boa fundação... bases sólidas, conhecimento mútuo e opção por "ficar junto"... apesar das diversidades da vida.
Conte-me: você já tinha pensado sobre isso? Você já, em algum momento da vida, "construiu um amor"... por necessidade, opção ou acaso? Como foi? Como é para você?
Será que as pessoas pensam em "construir um amor"? Sim, como a amizade... que é construída aos poucos. Dia a dia aquele ser o qual nos compraz e nos faz rir passa a ser tão especial, que já não é possível passar uma semana sem algum contato: um almoço, um scrap ou um torpedo (para os moderninhos), um telefonema. Aquele espírito o qual ali habita, já faz parte de nós. E tudo começa com uma simplicidade... e depois de anos até chegamos a nos questionar: "porque nos tornamos amigos, mesmo?".
Diga-me, então, porque no amor não poderia ser igual? Talvez, diferentemente dos casamentos arranjados... e muitas vezes não aceitos, outras vezes concordados (já que não há opção)... poderia-se haver uma proposta pessoal. Não falo de contratos ou coisas formais. Mas, optar por: construir um amor.
Um olhar, um caminhos a dois. Vamos seguir juntos?
Claro que... isto, também, não poderia se fazer aleatoriamente. Talvez possa até ser um caminho mais longo de busca, ainda mais no nosso "ocidente"... sociedade na qual tudo é considerado muito descartável, substituível, efêmero... as pessoas começam as coisas com o sentimento de "se não certo, vamos para o próximo". Conceito, este último, que é "completamente" encerrado na frase "a fila anda". Argh! Tenho calafrios com esta frase.
Construir um amor. Parece-lhe uma boa proposta?
Um amor com boa fundação... bases sólidas, conhecimento mútuo e opção por "ficar junto"... apesar das diversidades da vida.
Conte-me: você já tinha pensado sobre isso? Você já, em algum momento da vida, "construiu um amor"... por necessidade, opção ou acaso? Como foi? Como é para você?
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Na bandeira do contra-mão...
As pessoas vivem dizendo por aí e cantando o que fariam diferente... que seriam mais, teriam feito mais pausas na vida, olhado mais para os lados e encantado-se mais com o mundo.
Levantando a bandeira do contra-mão - só para não perder o costume, se eu pudesse... eu queria poder ser menos, para me adequar melhor a este mundo.
Ser menos céu, mais terra, pé firme. Não me importar com os fumantes os quais jogam bitucas na rua. Não me preocupar com o imposto não pago pelas empresas. Nem me importar com o lixo nos rios. Cantar menos e sonhar menos. Sentir menos amor pelo outro e mais por mim. Não me importar em trabalhar por bem pouco, para, ao menos trabalhar mais. Não ter me preocupado tanto em ser tão boa aluna, pois, os que não foram... percorrem sucessos por aí. Ser menos ilimitada. Saber menos. Não me importar tanto com questões ergonômicas. E, também, pegar todos os flyers entregues no sinaleiro. Ser menos "alta voltagem". Não me importar em "pagar" o 'flanelinha' - deixar de acreditar que "o pagar" o mantém naquela atividade tão vil. Eu não daria tantos ois e sorrisos. E se eu pudesse seria mais fria. Enviaria respostas curtas e despreocupadas para todos. Não me importaria em repassar piadas inúteis. Gostaria de ser menos coração e ser mais razão. Não me dedicaria tanto a conversar e passar minhas ideias ao mundo. Nem me importaria mais em dedicar-me a rir das pequenas coisas, como cenas em finais de filme... as quais, hoje, realmente me emocionam. Sairia do cinema antes do término da passagem dos créditos. E nem pensaria no mundo como um ser complexo. Eu queria ser menos sinestésica e contentar-me mais com o que já tenho. Não arrumaria a fonte, cor e tamanho das minhas mensagens de e-mail. Não corrigiria erros em livros, nem reclamaria dos defeitos em produtos. Se eu pudesse, não ligaria para as confecções que vão até o número 42... e nem que as cores da moda não estão disponíveis para todos. Eu gostaria de não ligar se estou só... e se não tiver filhos. Eu teria menos defeitos. E teria comprado a máquina descartável com preço absurdo naquela loja em Salem, no Oregon. Eu teria feito mais fotos com o tema "não tenho medo de ser ridícula". E me importaria menos se alguém não gostasse de mim.
Poderia até não ser eu, mas passaria frente ao mundo de forma mais amena e perene...
E, enfim, talvez eu poderia viver... enfim.
Com muito menos. Menos essência.
Viver mais, então, do que não sou... para me afinizar ao mundo próximo, ao mundo ao qual eu pertenço e... de certa maneira, do seu jeito "meio torto", acolheu-me, aqui, junto a ele... para um crescimento em comum (ou incomum).
Levantando a bandeira do contra-mão - só para não perder o costume, se eu pudesse... eu queria poder ser menos, para me adequar melhor a este mundo.
Ser menos céu, mais terra, pé firme. Não me importar com os fumantes os quais jogam bitucas na rua. Não me preocupar com o imposto não pago pelas empresas. Nem me importar com o lixo nos rios. Cantar menos e sonhar menos. Sentir menos amor pelo outro e mais por mim. Não me importar em trabalhar por bem pouco, para, ao menos trabalhar mais. Não ter me preocupado tanto em ser tão boa aluna, pois, os que não foram... percorrem sucessos por aí. Ser menos ilimitada. Saber menos. Não me importar tanto com questões ergonômicas. E, também, pegar todos os flyers entregues no sinaleiro. Ser menos "alta voltagem". Não me importar em "pagar" o 'flanelinha' - deixar de acreditar que "o pagar" o mantém naquela atividade tão vil. Eu não daria tantos ois e sorrisos. E se eu pudesse seria mais fria. Enviaria respostas curtas e despreocupadas para todos. Não me importaria em repassar piadas inúteis. Gostaria de ser menos coração e ser mais razão. Não me dedicaria tanto a conversar e passar minhas ideias ao mundo. Nem me importaria mais em dedicar-me a rir das pequenas coisas, como cenas em finais de filme... as quais, hoje, realmente me emocionam. Sairia do cinema antes do término da passagem dos créditos. E nem pensaria no mundo como um ser complexo. Eu queria ser menos sinestésica e contentar-me mais com o que já tenho. Não arrumaria a fonte, cor e tamanho das minhas mensagens de e-mail. Não corrigiria erros em livros, nem reclamaria dos defeitos em produtos. Se eu pudesse, não ligaria para as confecções que vão até o número 42... e nem que as cores da moda não estão disponíveis para todos. Eu gostaria de não ligar se estou só... e se não tiver filhos. Eu teria menos defeitos. E teria comprado a máquina descartável com preço absurdo naquela loja em Salem, no Oregon. Eu teria feito mais fotos com o tema "não tenho medo de ser ridícula". E me importaria menos se alguém não gostasse de mim.
Poderia até não ser eu, mas passaria frente ao mundo de forma mais amena e perene...
E, enfim, talvez eu poderia viver... enfim.
Com muito menos. Menos essência.
Viver mais, então, do que não sou... para me afinizar ao mundo próximo, ao mundo ao qual eu pertenço e... de certa maneira, do seu jeito "meio torto", acolheu-me, aqui, junto a ele... para um crescimento em comum (ou incomum).
terça-feira, 4 de maio de 2010
Vai e volta...
Sou eu quem precisa de ti, agora.
Deitar no teu colo e sentir as tuas mãos agradando minhas costas.
Gosto de sentir o teu calor... o qual me completa.
Compraz-me, também, deitar-me em teu peito quando me sinto assim, sem rumo certo.
Parece que me conecto a ti e fica tudo bem.
Teu coração bate e alinho-me ao teu ritmo.
Batidas que revivem o meu ser...
Ouço tua alma. Tu me chamas de "pequena".
E dali não quero mais sair.
"Posso ficar aqui pra sempre?" - pergunto-te.
Tu, que com palavras nunca me respondes... fitas-me e eu já sei.
Dissestes-me um sim.
A cadeira balança... com uma pequena impulsão...
Tu és assim, sempre me movimenta.
E lá vamos nós.
Vai e volta...
Tuas mãos afagam meus cabelos.
E tu me acomodas em teus ombros.
Encolho-me... recolho-me. E tu me aceitas.
Sinto meu corpo todo se aquecer, com sua energia de amor.
O balanço vai e volta...
Vai e volta...
E, nos teus braços, regojizo-me...
E o balanço vai e volta...
Vai...
Volta.
Volta.
Volta.
[Preto, eu preciso de ti. Alimenta-me? Alimenta-me...]
Deitar no teu colo e sentir as tuas mãos agradando minhas costas.
Gosto de sentir o teu calor... o qual me completa.
Compraz-me, também, deitar-me em teu peito quando me sinto assim, sem rumo certo.
Parece que me conecto a ti e fica tudo bem.
Teu coração bate e alinho-me ao teu ritmo.
Batidas que revivem o meu ser...
Ouço tua alma. Tu me chamas de "pequena".
E dali não quero mais sair.
"Posso ficar aqui pra sempre?" - pergunto-te.
Tu, que com palavras nunca me respondes... fitas-me e eu já sei.
Dissestes-me um sim.
A cadeira balança... com uma pequena impulsão...
Tu és assim, sempre me movimenta.
E lá vamos nós.
Vai e volta...
Tuas mãos afagam meus cabelos.
E tu me acomodas em teus ombros.
Encolho-me... recolho-me. E tu me aceitas.
Sinto meu corpo todo se aquecer, com sua energia de amor.
O balanço vai e volta...
Vai e volta...
E, nos teus braços, regojizo-me...
E o balanço vai e volta...
Vai...
Volta.
Volta.
Volta.
[Preto, eu preciso de ti. Alimenta-me? Alimenta-me...]
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