quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O bom cultivo do "pé de feijão".

[meu presente para um menino que andava muito preocupado com o futuro].

Vou me permitir aqui escrever se forma bem desprendida, tá?... e com do fundo d’alma de te confortar como eu posso por meio das palavras que me vierem a mente, sem muito julgamento... pois sinto que é assim que deve ser.

Sabe que... a vontade que dá é de te chamar de meu menino e te ninar hoje. Vejo em ti uma necessidade de retorno ao ventre, ao lugar quentinho que lhe provia tudo com muito amor... para alimentar-te com vida. E hoje o colo é teu. Permita-se desfrutar dele com aquele sorriso de menino que lhe é peculiar. Não há problema em se encolher como o feto... quase na forma de um feijão.

Lembra-te das aulas na escola e das plantações de feijão? De onde será que vem a força daquele ser? Ahn? Vem “de dentro”, “do centro”, "da força interior”. Lá está o feijão com o casca marrom e como bem poderemos concordar... assim ele é até um pouco sem graça, não? A gente olha, olha... e se ele ficar ali no pote de vidro da cozinha permanecerá igual... sempre igual.

Busca agora na tua memória como “plantávamos” o feijão nas primeiras aulas.

Dou-te um tempo... ou necessitas tu de muito tempo? Pode escolher, pois o tempo é muito relativo.

Se a ti a memória não vem... eu te ajudo: um dos atos com o uso de uma das nossas matérias-primas para plantação consistia, e ainda consiste, no ato de refrescar algo: o algodão. Vamos pensar juntos, agora: se você colocar feijão em cima do algodão seco... o que ocorre? Nada, não é? No máximo um belo elemento decorativo para o quarto dos sonhos. Mas, não precisamos nós só de sonhos... precisamos fazer brotar.

Há um senso comum, meu menino, no qual é exposta o seguinte conceito: “água é vida!”. Já fizeste, então, a conexão? Sim, temos que umedecer nosso algodão... encher de probabilidade de vida, preparar e arar a terra (branca, no nosso caso) para o depósito daquele pequenino ser em potencial. Bastaria, será, deixar o algodão úmido de um lado e o feijão de outro sem a conexão? Não, certamente que não... assim como 2+2 pode ser 22! (risos). Devemos, por bem, juntar o feto-feijão com a terra branca úmida para algum resultado obter.

V
olta comigo mais um vez a tua infância e vê este processo que certamente fizeste na escola. Lembra-se dos detalhes? Plantávamos os nossos feijões em um invólucro... quase sempre com a face superior aberta. Se bem me lembro fazíamos isto também em tampas dos potes das guloseimas das quais nos deleitávamos em nossas casas. Mas, temos de concordar que: sempre havia um invólucro! Este recipiente podemos posicionar como "o elemento que promove a possibilidade de interação do ar com a água com o feijão com o algodão"... e mantinha dedicada àquele espaço a existência da água. Um algodão úmido pode deixar a água esvair-se por caminhos não desejados.

E o sol, onde fica nesta história? Sim, além de pote, algodão, água, ar, feijão... o rei sol pressupõe a sua presença extremamente sabida essencial... ele possui em sua sabedoria a capacidade de gerar a interação pontual entre os elementos desta memória que foi gerida na nossa infância. Há uma interdependência sinérgica entre todos estes elementos que: não são vivos, provêm a vida e são a vida em potencial. A variação em excesso ou em falta de um deles pode ocasionar menor ou maior sucesso do nosso objetivo que é: fazer o feijão brotar. Não brota o que não está pronto para nascer. Mas, se não há o estímulo dos elementos necessários no que está pronto... o nascimento não ocorre mesmo que seja repleto de potencialidades.

Agora vamos lembrar do tempo. Dizem os alquimistas que eles conseguem tornar a semente em planta florida a ponto de colheita em um simples ato de intenção. Mas, como aqui ainda somos pequeninos... vamos nos lembrar do tempo que é relativo ao nosso planeta: a quarta dimensão. Mais uma vez lembro a você que o tempo é relativo e ele tem a extensão que nós damos a ele. Não que haja diferença de tamanhos temporais entre os segundos – mas como o percebemos depende do quão focados no relógio nós estamos.

Antes de entramos no quesito do “tempo de brotar” vamos falar no que nosso corpo entende. Nosso corpo entende que temos vida quando o estimulamos com tarefas distintas a cada 2 horas. Fora o tempo de dormir – que deve ser efetivado com o devido respeito individual a você em quantidade temporal – devemos cuidar do nosso dia. A cada duas horas – no máximo - devemos mudar a nossa conduta de estímulo: pensando que quando você ficar grande poderá fazer várias coisas (pois agora você ainda está pequenino e sendo ninado) como cozinhar, andar, ver um filme, arrumar algo... fica fácil preencher o seu tempo e fazer com que seu corpo entenda o recado de que você ainda está em plena e ótima atividade. Pense nisto!

Mas, voltemos ao nosso feijão que pode virar um pé de feijão: não somos alquimistas, então, devemos aceitar a nossa plena capacidade de esperar. Esperar para um menino muito agitado como você pode parecer muito difícil, mas isto só ocorre porque você está de olho no relógio achando que ele vai contar o tempo futuro. Deixa eu te contar um segredo, menino, o relógio só conta o tempo presente! E o presente deve ser recebido tal qual ele é: um PRESENTE.

Quando você, que tem sorriso de menino, recebe um presente bem legal: o que faz!? Pensa no passado? Pensa no futuro? Eu aposto um bubbaloo de morango com você que não... você CURTE O PRESENTE e esquece daquilo que foge de seu controle. Vou te contar outro segredo: o que foge do seu controle é permanente de ato contínuo: ele “foge”, mesmo. O que está em suas mãos? Um belo presente cheio de potencial de vida! Então, curta o presente... pois é como dizem por aí: águas passadas não movem moinhos!

Falando em mover... todo ato de vida pressupõe a existência inerente do movimento e movimento é vida. A ti já tinha vindo à mente até agora as fases do crescimento do nosso feijão em pé de feijão? Puxa da memória da infância os teus desenhos de criança: foram vários, não é? Eu tenho certeza que sim... principalmente se o teu acompanhamento e desenho do crescimento deste brotar foi diário. E quando o acompanhamento é diário e fazemos desenhos a cada momento distinto: o que nos resta ao fim é um belo e grande livro para colorir.

Veja bem... pensemos juntos, então: se tu fizeres a proposta de curtires o crescimento do pé de feijão com pleno afinco em momento presente... quando o presente tornar-se passado lá estará aplicada sua energia de atenção e se há o propósito de curtir o presente como a real vida que acontece agora... inexistirá necessidade de pré-ocupação com o futuro... pois ele já estará garantido a ser recebido como um verdadeiro “presente”.

Você, meu pequeno menino, precisa compreender que os momentos para chegar em sua máxima, ideal e boa concretização... tempo tomam. E sobre o futuro tu não tens domínio! O mesmo ocorre quanto ao passado: ele já passou! Você só possui o poder de transformação no AGORA. E o AGORA é AGORA, é HOJE, NESTE SEGUNDO... e não no final do mês quando chegariam os trabalhos e provas para ser resolvidas em classe.

Então, claro que visando um futuro, você deve se perguntar: o que pode fazer neste segundo? E, ainda, você deve receber os momentos com um pergunta colada a eles: “o que preciso aprender com isto neste momento?”.

Eu te nino como posso... e te conforto do jeito me propiciado. E há um bom menino de sorriso especial... eu peço: crie o ambiente mais bonito para plantar seus feijões, pense no equilíbrio necessário para potencializar o surgir e brotar das sementes... alimente-as com o Rei Sol... mime-se, aceite-se... e, quando precisar, peça colo dos que lhe amam. Não há algo demais em pedir auxílio e luz dos que lhe querem bem.

Você, meu menino (se assim permite que eu lhe chame), terá sempre braços abertos dos que lhe apreciam... pois sua luz de menino é grande “um tantão assim”.

(texto inspirado em bons desejos de energia – das 03:00 às 04:28 do dia 25/09/2011)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Visions of Mi


Em muitos momentos me encontro assim no carro. Despojo-me da devida atenção ao volante de maneira um pouco displicente e recosto meu braço esquerdo no vidro da janela. Coisas que só eu sei que faço.

Naqueles meros segundos que tradicionalmente são vividos em sinais de tráfego vermelho eu me ponho a pensar e sonhar. Por vezes o passado invade meus pensamentos e passo a conversar com os personagens que fizeram parte da minha vida. Por outras projeto pensamentos em um futuro por muitas vezes longínquo sem trégua.

Há voltas que me pego a pensar se um outro alguém olharia e me perguntaria "está tudo bem com você?".

[...]. Sereia do mar. É nítida a sensação do encanto obtido que sempre morre em mim. [...].

Recosto-me, assim, em um ato de preguiça e entrega. [...]

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Next


Cena que ficou na memória no filme Next. Aliás, amei o filme!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

1,2,3...

Aqui lembro-me muito de ti.

Inicialmente me toma o movimento de nostalgia e hora de revisitar: lembrança da casa dos meus avós e tia. O pensamento voa... O chão batido me encanta os olhos e preenche-me com as lembranças do que um dia foi. Outras pessoas me passam a mente, mas nenhuma se encaixa perfeitamente aqui a não ser ti.

Meu olhar de cumplicidade se revela. E por um instante é como se eu pudesse tocar o seu rosto e sua mão. Parece que cantamos e bailamos juntos em um sonho de dia que transfigura certa presença do luar.

Nem o tilintar das vozes de outros ao meu redor dispersam-me da sua imagem.

A conexão intrínseca do amor de faz. Parece-me que sua face combina com minha visão. É como se eu pudesse contorná-lo e torná-lo real, enfim. Troque teu olhar com o meu. Ouve a música?

Beija-me aqui na face!

Há o momento inato em que me desarmo, em que minha nudez vestida se entrega a ti e lanço-me sem a cogitação de me doar ou não a, enfim, ser encantada pelo infinito do seu olhar. Vejo-me na convergência dos raios. Naquele ponto no qual não me dissocio do que é você. E, por vezes, isto me intriga. E, por outras, isto me compraz.

Em um ímpeto de criança impulsiono-me do ato de apertar seu nariz: "blim-blom..." e... ah... o sonho se desfaz.

Cadê você? Hmmm... já entendi... é... pique-esconde! Assim... conto de 1 a 100 e retravo a percorrer as possibilidades de lugares a te encontrar... os quais vão desde os cantinhos das minhas memórias aos lugares, curvas e cortinas nas quais tem as múltiplas possibilidades de vida.

, 1,2,3...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Retrato do Imaginário Real - I



Lá estava ela, altiva, grávida, linda. Um passeio no shopping mall. Ficou em minha memória. Certamente esta é minha realidade emprestada da sua real face e corpo. Seu cabelo era louro, talvez um pouco mais liso e curto. Meio despontado. A roupa negra percorria o corpo e parecia esvoaçar ao caminhar. Delicada, presente. Com muito cultivo a fazer. E agindo no estado de graça de carregar um ser dentro de si.

Agradeço a Helena Colliny por ter me inspirado a começar a desenhar novamente.
É ato simples, mas é meu ato de ver o mundo... de revelar meu imaginário e meus carinhos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ah, o conforto!

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HOMENAGEM À ÚNICA EXPRESSÃO - QUE FICOU NA MEMÓRIA - DE UM TEXTO QUE EU LEVEI 1 HORA E MEIA PARA ESCREVER E QUE... PUFT... SUMIU!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Romantizar: difuso transtorno obssessivo compulsivo

Romantizar. De repente tudo se apaga. E isto ocorre por inúmeros momentos no dia. Meus momentos de romantizar a cada passo. Você inexiste. Na realidade percorre o mundo dos mortais, mas não sabe que percorre a minha mente. Pervertida mente que insiste em romantizar o imaginário. Romantizo desde o seu silêncio à presença de sua ausência. Desde as palavras não ditas, ao ínfimo tilintar de meus pensamentos os quais me invadem e me fazem arrepiar em determinados momentos. Instinto que pode ser definido como arte de se amar. Nos não raros momentos que pisco lá está você na minha escuridão imperceptível. Você vem. Nada fala. Mas de mim já é a tua vida. Interpreto sua existência a meu favor. Transtorno. Sua ausência a mim significa o ato de um dia poder te ter junto. Significa que, certamente, ao sair poderei encontrar-te no portão a clamar meu nome: "eu quero amar-te". Você existe e aparece em atos nos quais meus dedos percorrem meus poros e a cada intervalo de tempo entre o sentar e o levantar. Sua boca toca a minha em lembranças tenras que me percorrem o dia, as horas os ponteiros daquele que insiste em me dizer: "o tempo passa". Sinto-te cercar-me. Obsessão que eu tenho em querer-te sem ao menos tu saberes quem sou. Porque assim decidistes em dado momento. Você vem ao meu encontro nos bares: "ah, desculpe-me..." diz ao esbarrar em meu rum e manchar a minha pele. Sinto-te ao olhar da janela e ao sentir a seda lua percorrer minha tez até o chão. Você me encontra nos momentos em que cerram meus olhos ao som do tango que toca o fundo. Ou na espera em uma fila qualquer. Quero-te e sinto-te no olhar do passante. Ou quando meus lábios temem em querer olhar aquele e dizer: "é você?". Compulsivamente busco-te em cada gesto e movimento onírico de outro alguém. Agito-me ao não sentires minha presença. E quero gritar quando ao meio da via chego: "estou aqui, vedes tu?”. Plena, cheia, vibrante ser estou e sou. Mas minha voz não sai. Acordo de um dos imperceptíveis momentos em que tu és de mim, nos quais tua existência inere de meus assomos compulsivos. De um transtorno que insiste em me obsidiar compulsivamente sem remédios e nem dor. É a seiva que me alimenta, assola-me em sua busca. Porque tu és amorfo. Só obténs forma de tempo em tempo, ao piscar de meus olhos e nas lembranças as quais fazem e refazem esta morada vadia e inefável em mim.