Quem não tem sonhos, que atire a primeira nuvem passageira.
Sonhos são os desejos que nos movem e parecem dar sentido a nossa vida e nossos atos.
Mas, enfim, será que é só para isso que servem os nossos sonhos?
Pergunto-me isso, atualmente. O dilema entre o dever, real, o querer ser... onde está o divisor de águas?
A plena necessidade de sustento físico, que certamente apoia o sustento espiritual, faz-se presente.
Mas é possível querer e ser, ao mesmo tempo?
Como saber? Tentando?
Eu tenho sonhos, alguns "bobos", por assim dizer. E eles me alimentam. Por vezes, consomem-me.
Consomem-me quando não consigo realizá-los. Mas, se pensarmos que sonhos são para ser sonhos... só servem para nos mover e não serem realizados... então, contradigo-me.
Meus sonhos partem dos mais simples ao mais luxuosos.
A banda de música que ainda quero ter. Minha vida como um musical. O sonho a dois e a casa com cômodos em estilo mundial. O pé-direito alto. Não o meu, o da parede. Escrever e entreter. Ensinar a ser mais, alguém, livre das amarras da vida. Os três filhos, que hão de vir. A paz, entre si e entre todos. A igualdade e não sofrimento do próximo. Andar de patins nas ruas do expresso. Dançar e dançar e dançar e dançar e dançar a vida toda, sentindo prazer e proporcionando prazer. Olhar e ser olhada. Registrar a vida do seu mais ínfimo ao mais grandioso momento pela lente angular. Beijar a sobrancelha em um ato de amor. Estar preparada para salvar vidas. Escrever e escrever e escrever e escrever mais, para dizer o que penso, sinto, vejo, indago, reajo... almejo e desejo. E assim, ser completa em mim.
São muitos, são caros e baratos... mas são meus, e por isso são grandes. São meus e por isso são preciosos...
Quem sabe um dia... quem sabe.
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