Os tons em sépia fazem-me confundir-te com a terra.
Chão firme, repleto acender... que repica e se vai.
Do marrom espera-se o nascimento,
Do bege o brotar... com a luz intensa do amarelo-sol.
Tuas curvas sugerem a beleza de um ser em construção.
Caminhar frente e avante a ti, é possível?
Que caminhos tortuosos tu revelas?
E os que escondes? Que fazes com eles?
Fecha-te em ti... e me repeles.
Como erva daninha, a qual sei que não sou.
Eu sou água, sou vida...
Deixa-me me entrar? Deixa-me...
Assim inundo teu ser e faço o que vim a ser.
A água sem ti, também, não tem motivo de existir.
Precisa ser sorvida... se não, evapora...
Sei que ao entrar eu serei, sim, repleta das tuas vitaminas.
Repleto ser o qual me fascina, em seus vãos.
Pega-me pela mão, então, desfaço-me... sou gelo.
Amolece-me a aquece a minh'alma...
Deixa-me fluída... para, assim, ter direito a percorrer...
Seu divino, sedento e repleto ser.
Nenhum comentário:
Postar um comentário