Aqui lembro-me muito de ti.
Inicialmente me toma o movimento de nostalgia e hora de revisitar: lembrança da casa dos meus avós e tia. O pensamento voa... O chão batido me encanta os olhos e preenche-me com as lembranças do que um dia foi. Outras pessoas me passam a mente, mas nenhuma se encaixa perfeitamente aqui a não ser ti.
Meu olhar de cumplicidade se revela. E por um instante é como se eu pudesse tocar o seu rosto e sua mão. Parece que cantamos e bailamos juntos em um sonho de dia que transfigura certa presença do luar.
Nem o tilintar das vozes de outros ao meu redor dispersam-me da sua imagem.
A conexão intrínseca do amor de faz. Parece-me que sua face combina com minha visão. É como se eu pudesse contorná-lo e torná-lo real, enfim. Troque teu olhar com o meu. Ouve a música?
Beija-me aqui na face!
Há o momento inato em que me desarmo, em que minha nudez vestida se entrega a ti e lanço-me sem a cogitação de me doar ou não a, enfim, ser encantada pelo infinito do seu olhar. Vejo-me na convergência dos raios. Naquele ponto no qual não me dissocio do que é você. E, por vezes, isto me intriga. E, por outras, isto me compraz.
Em um ímpeto de criança impulsiono-me do ato de apertar seu nariz: "blim-blom..." e... ah... o sonho se desfaz.
Cadê você? Hmmm... já entendi... é... pique-esconde! Assim... conto de 1 a 100 e retravo a percorrer as possibilidades de lugares a te encontrar... os quais vão desde os cantinhos das minhas memórias aos lugares, curvas e cortinas nas quais tem as múltiplas possibilidades de vida.
, 1,2,3...
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