Hoje nas minhas andanças pelo CIC acabei por me deparar na Eduardo Sprada e fiquei admirada com o que vivi.
Que sensação boa andar por aquela rua... compriiiiida...
A impressão é que andei pela rua toda, pois ela não acaba mais. Mas a sinuosidade das curvas e aquele cimento lisinho, pelo qual meu carro corria, ao no máximo de 60 por hora - risos -, fizeram-me viajar tanto, mas tanto em meus pensamentos, que foi até engraçado.
A rua, repleta de condomínios, reflete a realidade de um povo abastado. A arquitetura varia. Há construções mais novas, outras já construídas. Alguns espaços parecem locações da COHAB. Casa padrões, quadrados, fechados, torturados. Então, pensei "em um terreno tão grande, eu faria uma configuração diferente desses 'mini-sobrados' - ou não os faria tão mini".
Outros condomínios - em maioria na minha visão esquerda ou visados a esquerda por mim, na maioria - encantaram os olhos pela pompa. Um dos muros de condomínio que fixou meu olhar foi um muro vazado. Engraçado isso, pois se é vazado o que me encantou foi o vazio, correto? Mas, o vazio encanta?
Era um muro verde, coberto por natureza... uma cerca realmente verde e viva. E no centro, vazado, pequenas colunas (não pilotis, pois entre os seus vãos não dá para se passar e eles tampouco sustentam um casa) simetricamente alocados, em quantidade veramente suficiente para ver a área interna. Que coisa mais linda! Uma sensação de liberdade cerceada, mas que promove certo ar de respirar. Ufa... respirei... diferentemente da lotação da "COHAB".
E assim fui pela sinuosidade que elevou e levou meus pensamentos...
Só não sei se quando congestiona aquela rua proporciona a mesma paz - ou se a rua não congestiona.
Mas isso não sei se quero descobrir. Não agora.
Por enquanto basta-me a paz proporcionada pela busca pelo novo.
Um comentário:
há vezes em que saio "à deriva" pela cidade também! faz bem! =) vamos trocar experiencias haha
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