terça-feira, 25 de agosto de 2009

Terceira visão.

A vida acontece.
As mãos encontram-se no caminho viz e em viés.
Os passos percorrem, por vezes, direções encontradas.
Em tudo há ritmo e pulso.
As imagens repetem-se, os mesmos passam.
Os gestos circulares traduzem o pensamento...
Daquele que se quer explicar.
Mas, também, há solidão.
E, também, há espera.
Os conhecidos mudam de direção.
E, por vezes, há quem pule os canteiros.
Os dedos tentam conectar-se, mas se recolhem ao não achar o seu pólo complementar.
E o ritmo não para.
E pulam o canteiro outra vez.
Há uma tendência enorme em querer-se estar cego, surdo, mas alimentar o paladar.
Como se o parar para curtir fosse agora plena necessidade do ser.
Barulho, barulho, barulho.
"Silêncio", queria gritar.
Subir na mesa e gritar: "um minuto de silêncio, por favor!"
"Observem agora".
"Óh", ouviria...
Mas aos poucos tudo voltaria...
A expressão interna tendendo a sair
Para se esquecer do eu interior.
E os encontros são reatados.
Tapas nas costas.
E olhares...
Nenhuma mão dada à vista.
Mas, ainda, há quem pule canteiros.
Será?
E a memória da infância voltou.

[escrito aqui no Estação, após o almoço no SushiYama, ao observar a vida que ocorre externamente a mim. Será que há mutação do objeto? - Themis Salem - 25/08/09]

Nenhum comentário: