sexta-feira, 6 de junho de 2014

Meu Buarque...

Você não ficará sem ter alguém que lhe queira. E que lhe queira além da cama. Homens que gemem é artigo raro por aí. Homens que se entregam aos arrepios na hora do sexo é coisa incomum. Homens que se apropriam de suas amadas com as mãos do jeito que você faz. Hm. É, certamente alguém ainda vai lhe laçar. Desejei-lhe como homem, amante, pessoa... desde a primeira vista e o primeiro abraço. Seu corpo já integrado ao meu, mesmo com roupas, na frente do prédio. Chamei-lhe, “vem!”... e você veio. Chico. Aquele LP. Ele toca e eu me lembro de ti... do seu toque nos meus cabelos e do meu colo que lhe acolheu. Do tempo que levei para sentir seus lábios nos meus. Fomos conhecendo-nos assim... em lenta cadência, com afagos e isto ainda me encanta. Passos para o quarto e sua confissão de normalmente não ir para cama em um primeiro encontro. Quem é você, meu Deus? Quem é você? Que delícia é esta que está ainda livre por aí sem compromisso com alguém? Meu corpo precisava disto. Minha alma também. Todo meu ser, sedento de amor. Ali talvez eu tenha visto que não, não há problema em ir para cama em um primeiro encontro, e que foram todos os outros que não foram delicados o suficiente para entender o meu universo. E eu desejei passar a vida inteira ali ao seu lado. A insistência em fazer com que eu atingisse o ápice do prazer. E eu lhe dizia "não precisa... vem cá!", pois estava tudo tão bom. Tolices estas considerações de que é só no ápice que a mulher se deleita. Eu sinto cada momento como pleno da possibilidade de sentir prazer. O prazer do outro também me toca, rende-me, faz cair-me aos pés deste alguém. Amo de uma maneira louca e especial sua sensibilidade, seu decoro e também as suas gotas de voracidade. Amo o fato de ter ficado após o seu prazer. Amo a lembrança do meu corpo no seu. De me aconchegar no seu peito nu. Na pergunta: "o que há?", quando por um momento eu parecia ter me desconectado de ti. E depois que você se foi, fiquei na cama até tarde. Não tomei banho depois do prazer, pois tudo em mim parecia vestígio do sagrado. E seu cheiro, impregnado em mim e em meus lençóis, fizeram-me reviver um pouco daquela noite que se fez e ainda se refaz em mim em tantos momentos só meus. E eu tenho saudades.

Um comentário:

Thais Salem disse...

Uauuu! Pude sentir cada uma das palavras na pele!