domingo, 22 de junho de 2014

Minha casa está uma bagunça

Hoje saí com um cara. Não consegui transar. Não consegui nem beijá-lo. Não sei se foi a hora em que ele me disse: "quer dizer que hoje você está bandida!" ou na insistência sutil, mas contundente, de vir para minha casa. Minha casa está uma bagunça e eu disse a ele não várias vezes. E mesmo assim quando pedi para que me levasse a algum lugar, o caminho da minha casa ele fez. Minha casa está uma bagunça, pois por dentro estou uma bagunça. Senti-me como se... ao continuar ali... violasse algo de terno em mim. Não é que eu não tive vontade. Até tive. Fiquei com vontade de agradar seus cabelos e o fiz. Mas as mãos dele... não tinham a delicadeza que eu esperava. Minha tentativa recai sobre o fato de que parte de mim diz que eu devo seguir, pois parece que você não vai voltar. E o meu hesitar sobre o fato de que sua ternura ainda repousa aqui em mim. Assim como a vontade de você. A saudade. Lembrei-me enquanto neste pouco tempo com que ele estive... de que nós quase não precisamos falar... e de te receber com um "que bom que você veio!" e de ter que insistir para que você aqui estivesse, pois eu queria e estava tudo bem assim. Quero seu abraço mais que tudo agora. E quero seu cheiro. Você está em mim mais profundamente do que imaginei. Eu olhava para aquele homem e pensava: "mas este homem não é ele!". Você. Este ser que, como diz meu amado Chico, "se instalou feito um posseiro dentro do meu coração".

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