quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Como eu amo a arte!

Hoje estive no centro. E sempre que estou lá aproveito para dar um pulo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná - MAC.

Ele é uma casa na esquina da Rua Emiliano Perneta com o início da Rua Des. Westphalen. Uma casa "antiga", mas bem conservada.

Hoje ela estava praticamente vazia, mas, no final, na minha saída, lá estava uma pessoa da família que trouxe o cinema do Rio de Janeiro para cá.

Se não me engano minha irmã já participou de uma seleção para o Salão Paranaense... (será?). Mas, se não foi... há algo que é verdade, ela já expôs lá. Mas não me lembro da obra. Que vergonha! Acho que até tirei foto... (!).


Vamos fazer um esforço! Ah! Lembrei! Trabalho com suas bolas de luz! Seus fotogramas feitos no Laboratório do DeArtes da Federal. Hmm... tenho uma foto super joia... Vejam aí!


A exposição era intitulada Possíveis Conexões!

Mas, voltando ao assunto principal, que não é a Thais... rs...

O MAC inaugurou no dia 29 de Outubro de 2009 o 63º Salão Paranaense! A exposição vai até 1º de Março deste ano.

São as mais diferentes obras as quais se possa imaginar... e têm obras interativas, também! Gosto muito de obras interativas... o expectador como ator é interessante.

Não sei se é um projeto comum, mas creio que os artistas deveriam deixar câmaras ligadas próximas às obras. Para ver a reação das pessoas.

Hoje eu estava sem a minha câmara... mas, até que foi bom... pois, não vi tudo quadrado, ou melhor, retangular.

Este salão mexe muito com o sensorial! Há sons, vídeos, uma linda dança de "tango sinta a música"... e em algumas obras a vontade que dá é de tocar, sentar. Morri de vontade de abrir os livros da estante com vários livros numerados. Morri de rir num dos cantos da escada e achei genial a obra chamada "Dobra".

Procuro não ler muito as títulos das obras, pois gosto de voar. Mas a dobra chamou-se atenção. Pregos e fios em um canto, sequenciais formam um rede... que parece saltar da parede e estar em 3D. A sombra enfatiza a dobra e ela se faz e desfaz ao nosso olhar! Muito interessante!

Há, também, o olho que tudo vê! E você vê pelo o olho. É incrível, é um furo com uma lente pela parede através do museu. ATRAVÉS! Você pode observar a rua! E dependendo da distância a qual se posiciona, o olho serve como lente de aumento. Um pouco difusa, diga-se de passagem. Mas, instigante. Você entra no quadrado e senta... e depois começa a sua diversão!

Hm... tem outro projeto que vou mostrar prá vocês! Realmente, literalmente! O dos azulejos! Eu peguei o último envelope!! (segundo a segurança, que se esgueirava cadeira abaixo!). Mas, tudo isto mais futuramente.

Quem puder dar uma espiada lá, vale a pena!

Ah! E o melhor! A entrada é franca!

SERVIÇO
MAC
Rua Des. Westphalen, 16
Curitiba - PR -
80010-110
(41) 3323-5328
www.mac.pr.gov.br
mac@pr.gov.br
3ª a 6ª - das 10h às 18h
sábado e domingo - das 10h às 16h

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

La mia rosa!

Ela tem um quê que transpõe o ínfimo ato do viver humano.
Seus gestos são delicados, diamantes que convertem imagens em amor.
Seu calor transcende distâncias e um singelo gesto proporciona o transbordar do mais puro sentimento de união entre os homens.
Ela é imensa, pequena, pontual e expansiva.
Uma de suas asas protege os seus e a outra voa.
Mas, há equilíbrio em seu caminhar.
Quem mira esta menina, de pouco a pouco se fascina.
Pois ela nos embala na magia do agradecer, nos momentos feitos de pequenos atos de felicidade.
Suas mãos são delicadas e seus movimentos precisos.
Mulher nobre, que cintila... afável viver o qual demonstra.
Afável ser, ela assim é.
Dignifica-me, minha pequena, a sua existência. E me comprazem os laços que nos unem.
Guardo-te, aqui, querida... em cada lugar escondido da minha mente e coração.
Você, veramente, aprendeu o que a raposa ensina*.
Sendo assim, almejo e lampejo em bom tom: que tu sejas presente, porquanto tu és eterna!
Amo-Tha, na mais pura acepção transcendente da palavra!

*La volpe ensegna così:
"Ecco il mio segreto. È molto semplice: si vede bene solo col cuore. L'essenziale è invisibile agli occhi. [...] È il tempo che hai perduto per la tua rosa ha fatto siche la tua rosa sia importante. [...] Gli uomini hanno dimenticato questa verità. Ma tu non la devi dimenticare. Tu diventi responsabile per sempre di quello che hai addomesticato. Tu sei responsabile della tua rosa..."
Noi siamo fiori, bella!
E tu sei la mia rosa, mia sorella, mi hermana.
Io ti voglio bene!
Ed Io mi sento piena di amore quando penso a te!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Recortes...

E foi assim, em um ato inusitado de nós dois.
Plim! E você apareceu... dentre os passos mais serenos que podiam se ouvir.

No sonho, você defronte a mim... em pleno espaço atemporal.
Pois, nós somos assim.

Do combinado, ao realizado encontro no exato silêncio.
Nosso corpos não recaem na imensidão do esquecimento.

Tudo inexiste e tilinta em um ritmo frenético de encontro.

Vem, danças ti também...
Plim, plim, pli... ti-lin-ta...
Ti-linta.
Tilin-ta.

Plim...

Os sinos são os dedos que se tocam e iluminam os ouvidos a piar.
Voa, grande pássaro... embarca aqui...

Entrega-me na canção...
Rola-me... e passa aqui. Aqui, ali... frente a tudo que não se esvai...

Pshhhhhh...

Shhhh... uuuuuuuuuuu... o vento faz.

Balança-me em teu berço no encontro de eus.

Enfim, nós, aqui, novamente, de forma não displicente...
Encantamo-nos com nossos olhos.

Tilinta, no branco dos olhos teus...
E leva-me... em teus braços... enfim.

Fim.















Para um novo começar.


[inspiração após assistir Amor Além da Vida, com a hermana. "Agradeço por ter de encontrado aqui!". o escrito fala se um amor meu, já escrito e a espera do novo reconhecimento de nós dois.]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A tua essência...

Ela ainda está aqui... impregnada em meus poros.
Parte tua ficou e dela também me alimento.

Mas, por vezes, a falta do cultivar ou o cultivo unilateral emudece.

Meus olhos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

É manhã...

É cedo.
Acordo-me, viro-me para o lado e você não está.
De repente, com o vento suave que emana da paisagem da janela... sinto um bom aroma.
É canela.
Mas não vem de fora.
Entra pela porta do quarto.
Lentamente levanto-me, pois o acordar ainda está latente.
Ao arrumar a cama, dos lençóis que testemunham o nosso amor, um bilhete cai e chega ao chão:
"Refresque-se, amor..." - lá diz.

Seguindo o seu pedido, encaminho meus passos para um doce banho.
Passo pela cama, toco os lençóis... olho para o lado e vejo-me no nosso espelho.
Lá no fundo há refletida uma foto de nós dois...
O quarto emana a presença da nossa cumplicidade.
Abro a porta do banheiro e o perfume de verbena se faz presente... há luzes coloridas pelo espaço e velas perfumadas acesas.
Entro na banheira, banho-me...
Depois de certo tempo, finito o banhar-me, seco-me e visto-me...
Passo novamente pelo grande espelho e ajeito meus cabelos ainda úmidos e lá vejo outro bilhete:
"Venha até a sala, querida!"
Que faço eu? Sigo em frente tomada por amor.
Ao chegar o aroma de canela intensifica-se, mescla-se com o a essência do pão...

"Hmmm... que delícia" - penso e rio.
É manhã e a mesa está posta.
Flores, talheres, porta-pratos e velas.
Há quem diga que não há um quê de romantismo em velas pela manhã, mas não sinto assim.
Sinto-me amparada pelo inédito.
Mais alguns passos e vejo a porta da cozinha... mais outros passos e alcanço-a aberta.
Espero, chego, recosto a lateral do meu corpo no batente de madeira e te olho.
Lá está você, ainda de roupão, terminando de fatiar algumas frutas, já com o chá pronto...
"Uma pitada de anis, amor!"
E você pega a estrela-flor e mergulha-a no chá... o aroma de anis invade minh'alma.
Eu não resisto... aproximo-me e lhe proporciono um gostoso abraço... e com outro gostoso abraço correspondida sou.
Ficamos, ali, por alguns instantes e emociono-me. Meus olhos sorriem e uma lágrima de meus olhos verte.
"Eu amo você" - dizemos em coro, unidos, ao olhar um nos olhos do outro.

Saio correndo e busco a colcha verde do sofá e digo: "Verde, sorte para mim!"
Olho-te nos olhos e penso: "Eu já tenho você... não por posse, mas por opção!"
Ah...!
E as risadas fazem-se presentes.
"Sua danada, ganhou de mim" - você diz.
"Hmm... vamos saborear?" - propõe-me...
"E, há como recusar?" - respondo-lhe...
Subitamente, você me pega no colo, encaminhando-me à mesa e me acomoda na confortável cadeira de vime.
Senta-se, também, ao lado oposto, para poder olhar nos olhos meus.
E... passamos ali as horas, rindo, cantando, trocando confidências, conversando com nossos olhares os quais tanto falam sem nada dizer...
Alimentando-nos, enfim, de nosso amor ainda singelo bebê... mas que, é certo, já inicia a engatinhar...