Quando miro as estrelas, lembro de ti.
Creio que é o certo ponto da memória latente que te fez criar-se em mim.
Aquele momento no qual se fez estática a nossa imagem, ali, aqui, dentro do exato ponto que se foi.
Ali, pontual, neural loucura de avanço espacial.
Na grama futura com os filhos, correndo, rindo, loiros e morenos... e os cachinhos com olhos azuis.
Você me prendeu ali e agora, neste ponto exato em que estou, não estou. Pois, fiquei.
Que faço eu com a vida que já criei interna e serenamente com o passar dos minutos?
Não me deixe ir sem motivos ou sem razão.
Livre-me do livro, leia-me, dispa-me de mim....
Vista-se de mim. Mas não me deixe nua, sem ti, aqui.
Espaço neural de avanço no tempo que me faz retroceder a todos os pequenos, poucos e singelos momentos que tive contigo.
Ah, como é duro este espaço-tempo o qual não acontece!
Onde estou? E porque você aos meus olhos?
Tanto, tantos por aí!
E você veio e se fez em meu ser.
Ali, único, momento sereno, nuvem fugaz, olhos que escapam de mim...
Mãos que não me alcançam mais, por opção.
Mas, realmente, sabe ti o que sinto por e somente por ti?
Esse ser que me completa sem querer... sem, ao menos saber que você está aqui.
Dentro, sereno e completo.
Por favor, revolva-se ou me deixe.
E ponha um ponto final neste rondar.
AR!
AH!
[Respiro fundo].
Agora, enfim, já posso gritar.
[ao som de Gravity - Sara Bareilles - cover por Cathyn]
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