Um dia você me falou que desistiria de sua voz se fosse para ter-me junto a ti.
E eu acreditei.
Plenamente repleta de amor, entreguei-me.
Mas o tempo, o mais puro e cruel das injúrias me afastou de ti.
Não só o tempo, mas a distância física fez o nós se tornar em um.
Um único indivíduo, ser indivisível, E só.
Somente aquela alma, sem complemento nem tormento.
Uma calmaria, a qual, na verdade, nada de calma tem. Pois ficou o vazio.
O ato de rolar na cama e não bater mais em ti me estranha.
Teus pés se foram para outro alguém e permaneceram os meus ali.
Frios... que frio sinto sem teu cheiro. Mas o que creio, então?
Crio uma vida que se emaranha em pensamentos e em teu peito.
O físico ato de tocar a tua pele já não é mais meu!
Será de mais alguém?
Que faço frente ao ato desatado de querer a ti?
Enfio-me em meus braços e desato no desatino de atar-te aos pensamentos meus.
Meus, ateus, não creio mais!
Liberta-me ou ata-me, então!
Decida! Reflita, mas não fala nada em vão.
Só me deixe partir, se teu ser assim pedires.
Dize-me, vai, vai... procurar outro querer!
Um comentário:
Themis!!! Procurando algo encontrei seu blog e seu twitter. Saudades da facul, dos papos, dos trabalhos que para mim eram "entranhos", valeu por tudo!
Bjs Elianecmm
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