segunda-feira, 31 de maio de 2010

Evoca-me!

Se eu pudesse eu inventaria o nosso amor.
Então, chamaria-te para o encher de ternura.
De ato simples de compreensão, passaríamos a um complexo de nós dois.

Sólida estrutura, fortificada por nossas crenças e ideais.
De ti faria a cabana.
E a ti ofereceria pousada.
Eu chegaria a ti, daria-te a mão e te diria: "quer entrar?".
Da conexão de dois corpos o surgimento de uma alma.
Longínqua ligação a qual sinto.
Abraça-me sem medo, agora.
A ti, portanto, evocaria devida criação de intimidade.
Devido ato de criação de nós dois.
Sentença já assinada pelo ato que já vi e do que sou.
Evoca-me!

[escrito deitada na cama, em 30/05/2010, ao som da música Pernambucobucolismo, da Marisa Monte - CD Infinito ao meu redor]

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